Exposições de agosto: MASP, MIS e Japan House com programação especial
Repórter de Casual
Publicado em 28 de julho de 2026 às 16h02.
Última atualização em 29 de julho de 2026 às 14h05.
O mês das férias está chegando ao fim, mas ainda dá tempo de aproveitar o calendário de artes visuais em São Paulo. Exposições que começaram em julho se estendem para as próximas semanas, mostras populares terão uma última chance de visita e novas obras chegam aos museus em agosto.
Entre os destaques estão as exposições de Alfredo Jaar, um dos grandes nomes da atual Bienal de Veneza que retorna ao Brasil para expor 48 de suas obras, produzidas nas décadas de 1970 e 1980, durante o período da ditadura de Augusto Pinochet, no Chile. A Caixa Cultural também apresenta 69 gravuras originais produzidas entre 1629 e 1665 por Rembrandt van Rijn (1606–1669), em uma mostra gratuita.
Confira seis exposições espalhadas por museus e galerias paulistanas para incluir no roteiro das próximas semanas:
“Olhares sobre a Mata Atlântica” é o resultado de uma convocatória pública lançada em 2025 pelo Museu da Imagem e do Som, em comemoração aos quarenta anos de tombamento da Serra do Mar. A convocatória selecionou dez séries fotográficas para compor a exposição, entre nomes já reconhecidos do grande público e artistas emergentes.
Participam da exposição os fotógrafos Breno Rotatori, Cássio Vasconcellos, Hélio Soares Jr., Karina Iliescu Costa, Lalo de Almeida, Leandro Leão, Luis Palácios, Maihara Marjorie, Renato Stockler e Ypituna Pankararu.

A artista Margarida Pandolfo, mãe dos grafiteiros OSGEMEOS, expõe crochês, bordados e pinturas com retalhos de tecido sobre o legado cultural que foi repassado por gerações de imigrantes que chegaram a São Paulo. A mostra integra a programação comemorativa do centenário da imigração lituana no Brasil e a 7ª edição do Festival Labas, realizado pelo Consulado-Geral da República da Lituânia em São Paulo e dedicado à divulgação da cultura lituana.
A curadoria é dos próprios OSGEMEOS (Otavio e Gustavo Pandolfo), Adriana P. Alves e Arnaldo Pandolfo. A exposição propõe reflexões sobre os sonhos que acompanham as experiências migratórias e sobre os legados culturais transmitidos entre gerações, que estabelecem diálogos entre a história da artista e as múltiplas origens que compõem a formação da sociedade brasileira.

O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) apresenta obras da artista Sol Calero (Caracas, Venezuela, 1982), que desenvolve espaços imersivos que combinam elementos da arquitetura vernacular com uma visualidade inspirada em referências latino-americanas. A exposição explora a ideia de uma pintura expandida em murais, mosaicos e mobiliário.
Após apresentar o Pabellón Criollo na 60ª Bienal de Veneza (2024), uma instalação nomeada a partir de um prato típico venezuelano que simboliza a mistura de culturas (indígenas, africanas e europeias), Calero projetará um pavilhão para o Vão Livre do MASP em 2026. Os projetos da artista transformam espaços em ambientes participativos e acolhedores.

A Japan House São Paulo explora a cor branca na cultura japonesa. A exposição, que conta com curadoria da diretora cultural da instituição, Natasha Barzaghi Geenen, aborda as nuances e simbologias da cor por meio de quatro elementos: a neve, o papel, a seda e o sal.
No Japão, existe uma cultura cromática única, conhecida como Nihon no dentōshoku (ou cores tradicionais do Japão, em tradução livre) e dentre essas cores, o branco envolve a sensibilidade dos japoneses, refletindo diversas percepções evocadas no imaginário como paz, purificação, leveza, silêncio e até precisão.

O artista chileno Alfredo Jaar, um dos grandes nomes da atual Bienal de Veneza, retorna ao Brasil para expor O lado escuro da lua, na galeria Luisa Strina. São 48 obras produzidas nas décadas de 1970 e 1980, durante o período da ditadura de Augusto Pinochet, no Chile. Jaar faz referência ao álbum Dark side of the moon no título da mostra, lançado meses antes do Golpe de Estado, em 1973, e que virou a obsessão musical do artista até deixar o país.
A obra "A Descida da Cruz" (1633), gravura em água-forte de Rembrandt em exibição na Caixa Cultural São Paulo. (The Art Co)
Rembrandt é considerado um dos maiores artistas da história da arte ocidental. Com curadoria do historiador italiano Luca Baroni, diretor da Rede Museale Marche Nord, a mostra conduz o visitante por diferentes momentos da trajetória do mestre holandês. Com 69 gravuras originais produzidas entre 1629 e 1665 por Rembrandt van Rijn (1606–1669) e acessíveis a todos os públicos, a mostra combina arte, tecnologia e experiência sensorial, com narrativa visual e ambientação inspirada no conceito de luz e sombra. A exposição será na Caixa Cultural São Paulo, tem entrada gratuita e fica em cartaz até setembro.

A SP-Arte Rotas apresenta cerca de 70 projetos curados e inéditos que mergulham na arte produzida no Brasil em diálogo com outros países latino-americanos. A programação da feira também inclui bate-papos descontraídos entre artistas e curadores, com destaque para o Mirante, espaço central que promove o diálogo entre pinturas, esculturas e instalações, apontando os possíveis rumos da arte contemporânea.
Em Rotas, cada estande é uma oportunidade para encontrar artistas em ascensão e revisitar mestres sob novas perspectivas. Em 2026, o curador Bernardo Mosqueira assume a direção artística da feira, sucedendo Rodrigo Moura, que comandou o projeto por dois anos consecutivos.