Os algoritmos podem ter um papel essencial na gestão de equipes

Engana-se quem pensa que os algoritmos são utilizados apenas em matemática e para a indicação de filmes, séries e músicas: o RH também pode se beneficiar

Engana-se quem pensa que os algoritmos são utilizados apenas em matemática e para a indicação de filmes, séries e músicas que tenham a ver com o seu perfil pelas plataformas de streaming. Mais do que isso, eles também se mostraram importantes para a área de recursos humanos.

Em um debate no final da tarde de ontem na transmissão ao vivo “Big Business — O Despertar de um Novo Mundo”, Felipe Calbucci, diretor de vendas, do Indeed, Diego Raymundo, gerente de recrutamento do Facebook e Luiz Augusto Tavares, gerente-geral da Sunstar, discutiram a importância dos tão falados algoritmos na hora da contratação e também da gestão de equipes.

Mentalidade em data

Para Raymundo, do Facebook, “lidar com dados é uma mentalidade” e, para usar os algoritmos em decisões do RH, é preciso pensar em números. “É pensar em como você vai planejar a estruturação de um processo no qual os dados vão fazer parte de um fluxo para que eu possa usar essa informação para trazer inteligência. Isso é uma forma de pensar. Vai desde essa estrutura maior até a aplicação deles no dia a dia”, explica. A ideia, segundo Raymundo, é mudar a mentalidade da área e fazer uma análise sobre quanto a corporação e a área estão prontas para trabalhar com data.

“Todos os dados e tecnologias vêm para nos ajudar a enaltecer o lado humano, para otimizar o tempo para que a gente cuide melhor das pessoas”, afirma Calbucci, do Indeed. O conselho dele, para empresas que ainda não têm o mindset digital, é se unir a empresas e pessoas que já tenham experiência na área para agregar a competência.

Segundo Tavares, a mentalidade em dados também vale para os candidatos. “Quando a gente precisa recrutar alguém, a assertividade que vem desses algoritmos e dados é muito valiosa para os dois lados. Quando o candidato preenche o perfil dele, assiste a um vídeo sobre o que a empresa está procurando, como é a cultura e o estilo de gestão do futuro possível chefe dá uma conexão muito boa e um ganho de tempo”, diz Tavares. “Complementa para todas as empresas, dentro ou fora do setor de tecnologia.”

A ideia, segundo as empresas, é capturar a inteligência de outras áreas e incorporá-las no RH. “Isso traz a possibilidade de mensurar tudo. Quando você acumula dados, pode mensurar e tentar contar a história que você quiser. A única dificuldade é ter tantos dados, e você precisa tomar cuidado para não se perder nele”, explica Calbucci.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?

Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?

Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 15,90/mês

  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

exame digital + impressa

R$ 44,90/mês

  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa quinzenal.

  • Frete grátis

Já é assinante? Entre aqui.

Apoie a Exame, por favor desabilite seu Adblock.