Sala de aula: bolsas para todos os gostos e perfis (Thinkstock/Thinkstock)
Redatora
Publicado em 7 de julho de 2026 às 16h21.
Imaginar uma cidade ideal pode parecer um exercício abstrato. Mas, para jovens estudantes da Área Metropolitana do Porto, em Portugal, a proposta virou uma experiência concreta de participação, escuta e construção coletiva.
Ao longo do ano letivo de 2025/26, alunos de três escolas participaram de um projeto de investigação-ação desenvolvido pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP). O objetivo era estimular jovens a refletir sobre os problemas de seus bairros e criar propostas para cidades mais inclusivas, democráticas e participativas.
O resultado foi apresentado em 29 de maio, no evento “A Cidade Ideal: Entre Imaginações e Construções”, que reuniu exposição, apresentações de projetos e debate público. As informações foram retiradas da Universidade do Porto.
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A iniciativa partiu de uma premissa simples, mas poderosa: os jovens não devem apenas estudar a sociedade em que vivem. Também precisam ser convidados a imaginar alternativas para ela.
Segundo Mariana Bacelar, pesquisadora do Centro de Investigação e Intervenção Educativas (CIIE), o projeto buscou promover a participação democrática nas escolas por meio das artes, incentivando os estudantes a imaginar novas formas de organização social.
Na prática, os participantes investigaram suas comunidades, analisaram desafios urbanos e desenvolveram propostas de futuro usando desenhos, histórias em quadrinhos, maquetes arquitetônicas e pôsteres.
As ideias apresentadas foram diversas. Alguns grupos imaginaram cidades em que robôs assumem parte do trabalho, liberando mais tempo para a vida comunitária.
Outros propuseram sociedades governadas por super-heróis, modelos de democracia direta ou sistemas em que o lixo se transforma em recurso econômico.
Também houve projetos que exploraram cenários pós-apocalípticos, nos quais a ausência humana permitiria uma convivência mais harmônica entre diferentes formas de vida.
Mais do que soluções prontas, as propostas revelam uma competência cada vez mais valorizada na formação universitária: a capacidade de observar problemas reais, trabalhar em grupo e propor caminhos novos.
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O projeto da Universidade do Porto dialoga diretamente com o espírito do Prêmio Na Prática: Protagonismo Universitário, que valoriza estudantes capazes de transformar inquietações em ação.
Em um mercado e em uma sociedade marcados por desafios complexos — crise climática, desigualdade urbana, novas tecnologias e mudanças no mundo do trabalho —, o protagonismo não está apenas em ocupar cargos de liderança. Está em desenvolver repertório, colaboração e coragem para propor soluções.
O Na Prática nasceu como uma plataforma educacional criada para impulsionar a carreira de jovens, do estágio à liderança, complementando o ensino universitário com uma formação voltada para o mercado de trabalho.
Pensando nesse propósito, a instituição criou o Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário. Com cinco ganhadores, um de cada estado, ele é o primeiro reconhecimento nacional com recorte regional focado exclusivamente em estudantes de alto desempenho prático e acadêmico.