Como comunicar erros sem perder credibilidade? | freepik
Redatora
Publicado em 25 de setembro de 2026 às 17h18.
Chegar a um cargo de liderança costuma ser visto como consequência de bom desempenho. Mas dominar a parte técnica de uma função não significa, automaticamente, saber gerir pessoas.
A Furman University, nos Estados Unidos, chama atenção para esse descompasso ao mostrar como profissionais podem assumir posições de liderança sem terem desenvolvido competências essenciais para conduzir equipes.
É nesse ponto que o autoconhecimento ganha peso profissional. Antes de definir como liderar os outros, o profissional precisa entender seus próprios valores, padrões de comportamento, pontos fortes e limitações. As informações foram retiradas da Furman University.
A lógica é simples: muitas pessoas são promovidas porque entregam bons resultados, dominam processos ou possuem conhecimento técnico acima da média. O problema começa quando o novo cargo exige algo diferente.
Franklin Ellis, professor de liderança transformacional, resume essa mudança ao afirmar que a dificuldade maior não está necessariamente no trabalho em si, mas em liderar e gerenciar pessoas.
A partir daí, habilidades que antes podiam parecer secundárias passam a ocupar o centro da função: ouvir, dar feedback, lidar com conflitos, construir confiança e compreender como o próprio comportamento afeta uma equipe.
A discussão não está restrita às salas de aula. O Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, mostra que liderança e influência social são consideradas competências centrais por 61% dos empregadores pesquisados. Motivação e autoconsciência aparecem logo depois, citadas por 52%.
O relatório ouviu mais de mil grandes empregadores, responsáveis por mais de 14 milhões de trabalhadores em 55 economias. A conclusão é que habilidades humanas continuam relevantes mesmo em um cenário de avanço acelerado da inteligência artificial e da automação.
Para quem deseja crescer na carreira, o recado é importante: conhecer a própria forma de agir deixou de ser uma reflexão exclusivamente pessoal e passou a ter implicações profissionais claras.
Autoconhecimento não significa ter todas as respostas sobre si mesmo. Na prática, envolve reconhecer padrões, como:
Essas respostas influenciam diretamente a forma como um profissional lidera. A Harvard Business Review também destaca a autoconsciência como elemento relevante para a liderança, justamente porque gestores precisam compreender o impacto que suas atitudes produzem nos outros e agir de forma coerente com aquilo que defendem.
Outro ponto abordado pela Furman é a importância de compreender o próprio estilo de liderança. O objetivo não é encontrar um rótulo definitivo, mas entender quais comportamentos surgem naturalmente e quais precisam ser desenvolvidos.
Essa visão evita um problema comum: tentar reproduzir o estilo de gestores admirados sem considerar diferenças de personalidade, contexto e equipe.
Uma liderança mais consciente nasce menos da tentativa de imitar alguém e mais da capacidade de entender como suas próprias características afetam outras pessoas.
Essa reflexão não serve apenas para quem já ocupa um cargo de gestão. Profissionais no início da carreira também exercem influência em projetos, trabalhos em grupo, organizações estudantis e relações com colegas.
Por isso, desenvolver autoconhecimento cedo pode ajudar a construir habilidades que ganham importância conforme a carreira avança: comunicação, tomada de decisão, gestão de conflitos e capacidade de trabalhar com pessoas diferentes.
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