Redação Exame
Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 11h59.
Em janeiro de 2025, o jovem empreendedor Vahe Baghdasaryan, então com 26 anos, decidiu lançar uma consultoria especializada em monetização e criação de paywalls para aplicativos de conteúdo.
Com poucos recursos e um público ainda modesto, cerca de mil seguidores na rede social X (antigo Twitter), ele fez o que muitos fundadores tradicionais evitariam, usou o próprio perfil como canal direto de vendas. Em menos de um ano, transformou essa estratégia em um negócio com receita recorrente anual superior a US$ 1 milhão.
A empresa, chamada Tangent, nasceu com uma proposta direta: criar paywalls de alta conversão por US$ 700, com garantia de reembolso total caso o novo modelo não superasse o atual. Essa lógica de performance alinhada ao cliente reduziu barreiras de entrada e aumentou a confiança na entrega, um componente essencial para aquisição em mercados B2B de serviços digitais. As informações foram retiradas da Inc.
Baghdasaryan sabia o que tinha nas mãos. Segundo ele, antes mesmo de abrir a Tangent, já havia trabalhado na estruturação de mais de 100 paywalls, gerando mais de US$ 50 milhões em receita para 20 aplicativos líderes. Ao colocar esse histórico em um post simples no X, viu a publicação atingir 14 mil visualizações e, mais importante, gerar milhares de dólares em vendas em 24 horas.
Esse foi o sinal que precisava. A estratégia se intensificou e ele passou a publicar análises comparativas de conteúdos pagos, estudos de caso e até fotos pessoais, tudo para gerar engajamento, aumentar o alcance e manter um fluxo constante de potenciais clientes.
Em março de 2025, Baghdasaryan usou o recurso de DM do X para abordar Will Kent, cofundador do app de receitas ReciMe, oferecendo um projeto gratuito. O sucesso da entrega fez com que Kent passasse a recomendar a Tangent a outros fundadores da comunidade de desenvolvimento de aplicativos.
Essa tática se repetiu com outros players e passou a funcionar como uma máquina de growth: entregas acima da média geravam novos clientes, sem precisar de vendas ativas.
“Eles começaram a dizer aos amigos que trabalham em outras empresas: ‘Ei, você precisa trabalhar com essa pessoa’”, contou.
O case da Tangent é um retrato do que finanças corporativas contemporâneas valorizam: estrutura de baixo custo, margens altas, modelo escalável, e uso inteligente de canais próprios. Com uma equipe reduzida, formada por Vahe e sua namorada, Evelin Herrera, também fundadora, a empresa conseguiu:
Alcançar mais de 100 clientes ativos em menos de um ano;
Gerar receita recorrente milionária com alta taxa de retenção;
Construir autoridade de mercado com conteúdo simples, mas direcionado.
A ausência de gastos com mídia, somada ao aumento do ticket médio e à expansão dos serviços, elevou a margem operacional da empresa, tornando o negócio financeiramente sólido desde o primeiro trimestre.
Não é raro ouvir histórias de empresas que faliram por erros de gestão financeira. Foi de olho nisso que EXAME e Saint Paul decidiram liberar (com exclusividade e por tempo limitado) mais uma edição do Pré-MBA em Finanças Corporativas.
O treinamento é voltado para quem deseja aprimorar a gestão financeira e se destacar num mercado cada vez mais competitivo. Por isso, ao longo de quatro aulas virtuais, os participantes terão acesso a um conteúdo robusto, que inclui temas como análise financeira, planejamento estratégico e gestão de riscos.
Veja, abaixo, motivos para não ficar de fora dessa oportunidade imperdível.
EU QUERO PARTICIPAR DE TREINAMENTO VIRTUAL COM CERTIFICADO SOBRE FINANÇAS.