Carreira

Cota para mais mulheres serem executivas compensa?

Você é a favor ou contra a criação de cotas para mulheres como incentivo para aumentar a participação feminina no alto escalão?

Contraponto - Gráfico  (VOCÊ RH)

Contraponto - Gráfico (VOCÊ RH)

DR

Da Redação

Publicado em 19 de novembro de 2013 às 17h30.

São Paulo - A Comissão Europeia lançou, em novembro de 2012, a meta de ter pelo menos 40% de mulheres em posições não executivas nos conselhos das grandes empresas até 2020. A expectativa é que, quanto mais elas ocuparem esses assentos, maior a possibilidade de contratarem outras profissionais na administração das corporações, amenizando o problema da escassez de mulheres nos conselhos administrativos.

Segundo um estudo da Corporate Women Directors International, na América do Norte elas ocupam 15% das cadeiras; na Europa, 14%; e na América Latina, apenas 5%.

A iniciativa de criar cotas para mudar esses números é aplaudida por alguns, mas está longe de ser uma unanimidade. A França, por exemplo, recebeu severas críticas de empresários quando adotou essa medida, em 2011. Para eles, a imposição obrigou companhias a contratar mulheres sem experiência profissional, apenas para preencher vagas.

Essa foi também a percepção da maioria dos votantes no grupo da VOCÊ RH criado no LinkedIn. Como minoria, Alexandre Winandy, do Itaú BBA, acredita que a medida é válida para tirar “organizações da inércia”, apesar de não resolver o problema diretamente. “Como um grande investidor brasileiro disse uma vez: se todos fizessem exatamente o que é o correto, não seria necessário ter leis”, diz ele.

Acompanhe tudo sobre:carreira-e-salariosMulheresExecutivosEdição 25

Mais de Carreira

‘Trabalhar na Finlândia é ter a vida pessoal respeitada’, diz brasileira

Psicólogo, piloto de avião e CEO: as 9 lições de liderança do presidente da Pague Menos

Elas estudam mais, se formam mais — e ainda ganham menos

Com IA, startup brasileira atinge 1 milhão de entrevistas e economiza 45 anos ao RH; diz CEO