Empresas buscam profissionais que se posicionam estrategicamente desde o início | freepik
Estagiária
Publicado em 28 de abril de 2026 às 10h00.
No início da jornada profissional, é comum que o sentimento de urgência e a busca pela primeira oportunidade ofusquem a visão estratégica. Muitos jovens talentos entram no mercado com a percepção de que são apenas "peças" a serem escolhidas, aceitando qualquer condição ou demanda por medo de que não existam outras opções.
O erro mais comum de quem está começando é acreditar que o poder de decisão reside apenas na empresa. Segundo a consultora de RH Andréa Krug, esse comportamento pode comprometer o futuro do profissional.
Para a especialista, o processo seletivo deve ser encarado como uma negociação entre iguais. Quando o candidato abdica do seu direito de escolha, ele sinaliza uma falta de autonomia que pode persegui-lo ao longo da sua trajetória na organização.
Sua carreira não começa quando te contratam, começa quando você se posiciona. Saiba comoAntes de aceitar uma proposta, é importante que o profissional saiba se há alinhamento entre seus valores pessoais e as práticas reais da empresa. Ter autoridade significa ter a coragem de compreender onde se está pisando.
"Não tem que ter medo de compreender o que é esse lugar, qual é a cultura da empresa, o que de fato a vaga oferece, saber negociar desde muito cedo", pontua Andrea Krug.
Essa postura investigativa demonstra maturidade. Empresas de alto nível buscam colaboradores que saibam o que querem, e não apenas indivíduos que dizem "sim" por desespero. Ao avaliar a empresa, o candidato inverte a lógica do mercado e passa a ser um agente ativo da própria carreira.
Dizer "sim" para tudo pode parecer o caminho mais curto para o reconhecimento, mas, costuma gerar o efeito oposto. O profissional que não estabelece limites é visto como alguém sem controle sobre sua própria agenda e processos. Krug explica que esse hábito de aceitar o impossível começa muitas vezes na entrevista e se estende para o dia a dia no escritório.
Saber se posicionar não significa ser arrogante, a autoridade é a capacidade de propor alternativas que se encaixem ao seu favor. Ao propor uma nova via, o profissional mostra que possui critério e capacidade de gestão, duas das habilidades muito valorizadas em um plano de carreira sólido.
No fim das contas, quem sabe negociar o próprio tempo e condições de trabalho desde cedo, pavimenta um caminho de respeito e crescimento sustentável, transformando a submissão em liderança desde o primeiro degrau.
Em um cenário em que jovens profissionais ainda aprendem a reconhecer o próprio valor e a negociar suas escolhas, iniciativas de formação prática ganham relevância estratégica.
É justamente nesse ponto que a masterclass do Na Prática com Claudia Elisa se insere: ao propor uma reflexão estruturada sobre posicionamento, carreira e tomada de decisão, a aula amplia o repertório de quem está começando e busca mais do que apenas “entrar” no mercado — quer construir uma trajetória com autoridade e consistência.
A proposta dialoga diretamente com desafios como entender o próprio fit cultural, desenvolver autonomia e assumir um papel ativo em processos seletivos e no dia a dia profissional. Com uma abordagem aplicada, a masterclass apresenta caminhos para transformar insegurança em critério e urgência em estratégia.
Antes de aceitar qualquer oportunidade, aprenda a escolher melhor. Inscreva-se na masterclass