Brasil

Nunes Marques: Não encontramos 'risco internacional ou do crime organização' nas eleições

O presidente do TSE também disse que é possível candidatos questionarem os resultados da votação e buscarem a judicialização, mas que 'tudo tem funcionado na maior normalidade e com a maior segurança possível'

Nunes Marques: presidente do TSE afirmou que primeiro turno corre bem até o momento (Gustavo Moreno-SCO-STF/Getty Images)

Nunes Marques: presidente do TSE afirmou que primeiro turno corre bem até o momento (Gustavo Moreno-SCO-STF/Getty Images)

Paloma Lazzaro
Paloma Lazzaro

Estagiária de jornalismo

Publicado em 4 de outubro de 2026 às 14h21.

Última atualização em 4 de outubro de 2026 às 14h31.

Priorizar nos meus resultados Google

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, afirmou neste domingo, 4, que a Justiça Eleitoral não detectou "nenhum indicativo concreto" de interferência internacional ou de facções criminosas na votação de primeiro turno, iniciada às 08h. Ele também disse que é possível candidatos questionarem os resultados da votação e buscarem a judicialização, mas que "tudo tem funcionado na maior normalidade e com a maior segurança possível".

"Nos nossos relatórios não apontam nenhum tipo de risco internacional ou do crime organizado. Não recebemos nenhum indicativo concreto disso até o momento", afirmou em coletiva de imprensa.

Nunes Marques também fez uma homenagem à ministra do Supremo Tribunal Federa (STF), Carmen Lúcia, que o antecedeu no comando do TSE. "Ela foi quem iniciou toda essa preparação para as eleições de 2026. Eu a sucedi quando muito já havia sido feito."

Quanto aos candidatos que buscam a Justiça após o fim do primeiro turno para questionar resultados e procedimentos, ele disse que "há uma tradição na justiça brasileira de judicialização".

"Seria de se esperar que candidatos batam às portas da justiça com seus questionamentos. O que a justiça eleitoral aguarda são casos relacionados ao abuso de poder político e econômico. Em relação ao sistema eletrônico de votação e à condução da justiça eleitoral, o TSE se equipou de tal forma, convidando a sociedade civil, órgãos governamentais -- com agências como a ANA, a Anel, a Abin e a Polícia Federal -- e inúmeras outras instituições que não só acompanham, mas também participam de todo o processo eleitoral", afirmou o presidente do TSE.

Dados do primeiro turno até o momento

Durante a coletiva, Nunes Marques também trouxe dados do TSE sobre o pleito em curso. Neste sábado, 3, mais de 6 milhões de e-Títulos foram baixados e houveram mais de 15 milhões de consultas aos locais de votação.

Para eleitores de áreas remotas, contemplados pelo Programa Seu Voto Importa do TSE, mais de 8 mil pessoas foram transportadas aos locais de votação. Ao todo, 1.121 urnas foram substituídas até o momento, 0,2% do total de urnas no país.

Matéria em atualização

Acompanhe tudo sobre:TSEEleições 2026

Mais de Brasil

Tarcísio e Ricardo Nunes confirmam ato na Paulista em apoio a Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro aciona Justiça Eleitoral contra diretor-geral da PF por suposto favorecimento ao PT

Flávio Bolsonaro fala em cenário favorável, mas alerta aliados contra salto alto no 2º turno

Corregedor do TSE revoga suspensão de Nunes Marques e mantém 'Exército do Lula' no ar