“Já passou da hora de o mercado levar ESG a sério”, diz VP da SulAmérica

Companhia realiza, nesta quinta-feira, evento online sobre adoção de critérios sociais, ambientais e de governança corporativa em investimentos

Por Bússola

Qual é a importância do ESG no ambiente de finanças? Como deve ser o investimento responsável? Como alocar recursos com propósito e sustentabilidade? Por que promover educação financeira?

Esses e outros temas estarão em debate amanhã, 10, em um evento promovido pela SulAmérica Investimentos, uma das maiores assets independentes do Brasil, que vai reunir grande nomes do mercado financeiro para discutir investimento responsável e ESG (sigla em inglês para ASG – ambiental, social e governança corporativa). O evento Conexão ESG será realizado das 9h às 12h, em formato totalmente online, com transmissão ao vivo.

A gestora quer aprofundar a discussão para se distanciar da superficialidade com o que tema é muitas vezes ainda tratado. “Temos ido fundo nessa jornada ESG e queremos que outros players da indústria se engajem também”, diz Marcelo Mello, vice-presidente de Vida, Previdência e Investimentos da SulAmérica.

Com a expertise de quem foi uma das primeiras gestoras a se tornar signatária dos Princípios para o Investimento Responsável (PRI), rede apoiada pela Organização das Nações Unidas (ONU) com mais de 1.500 signatários em mais de 50 países, a asset é protagonista no assunto. No fim, segundo Mello, quem colhe os benefícios é toda a cadeia de investimentos – e a sociedade, que vê alocação de recursos com sustentabilidade.

A Bússola conversou com Marcelo Mello sobre esses temas e as expectativas para o evento.

Bússola: Por que o  ESG se tornou tão relevante no ambiente de finanças?

Marcelo Mello: A SulAmérica Investimentos sempre enxergou a relevância do investimento responsável. De fato, o ESG ganhou muita força no mercado nos últimos dois anos, o que é excelente para o ambiente de investimentos e negócios do país. Mas nós já temos 12 anos, pelo menos, nessa jornada. Viramos signatários do PRI em 2009, incluímos matrizes de tomada de decisões ESG em 2012, adicionamos indicadores e KPIs de ESG para o time de investimentos em 2020, lançamos diversos produtos com essa temática nos últimos meses e contratamos uma consultoria, a Resultante, para nos apoiar. Ou seja, tem sido uma estratégia de longo prazo.

Bússola: Hoje esse tema está tão na moda que cunharam o termo "greenwashing". Quão preocupante é isso?

Marcelo Mello: Muitas vezes, o ESG tem sido tratado de forma superficial no mercado, com viés puramente de marketing, sem o aprofundamento técnico e a mudança cultural que o tema exige. Não é esse o caminho que queremos para nós e também para o setor, até por isso estamos promovendo este grande evento aberto para fomentar o debate e a troca de conhecimento. O ESG é o presente e o futuro dos investimentos. Os fundos de pensão, os family offices, os investidores institucionais e até os investidores individuais querem, cada vez mais, alocar seus recursos com propósito e sustentabilidade.

Bússola: Fala-se muito sobre investimento responsável. Como esse conceito permeia a estratégia da asset?

Marcelo Mello: O investimento responsável é uma exigência crescente do investidor. Onde o dinheiro está sendo investido? Essas alocações respeitam filtros de critérios sociais, ambientais e de governança? É possível ter rentabilidade e, ao mesmo tempo, transformar o mundo para melhor? Enfim, esses questionamentos estão na cabeça do investidor hoje. E, para além da demanda de mercado, o ESG precisa ser uma real convicção da asset, pois exige uma mudança de mindset na gestão dos recursos. Hoje, a SulAmérica fala em apoiar a saúde financeira das pessoas e da sociedade, o que é já uma forma inovadora e responsável de pensar investimentos.

Bússola: E sobre os pequenos investidores? Não chama atenção a falta de educação financeira no Brasil hoje? E como a SulAmérica quer atuar nessa frente?

Marcelo Mello: Sim, é um tema que nos preocupa. Você ainda tem um enorme contingente de brasileiros com recursos aplicados na poupança, com rendimento pífio devido à baixa da Selic. E uma boa parte dessa perda se deve à falta de educação financeira para entender como o juro real vai corroer as economias futuras. Investimento deixou de ser uma questão de acesso, porque hoje você tem plataformas disponíveis onde se pode investir R$ 10, R$ 50, R$ 100 em fundos. Nesse sentido, temos uma parceria com a Órama para captar e educar esse pequeno investidor, esse investidor iniciante, que é apresentado ao mercado financeiro com todo o suporte que precisa. É um trabalho que tem que ser feito na base para vermos um comportamento diferente a longo prazo. Estamos apostando nisso.

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