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Iona Szkurnik: Sua empresa vai sobreviver à revolução digital?

O mundo não vai desacelerar; é preciso criar e potencializar habilidades para se destacar nesse cenário

Por Iona Szkurnik*

Exercite sua memória e pense em como você fazia compras, pegava um táxi, ouvia música, planejava suas viagens, assistia a filmes e se comunicava com seus amigos há apenas dez ou vinte anos. Impressionante como isso tudo mudou em tão pouco tempo, verdade? E a revolução digital, que viabilizou o surgimento de empresas como Amazon, Uber, AirBnb e Netflix, continua a plena velocidade, abrindo inúmeras portas de um lado e fechando outras tantas de outro. Como sua empresa está se preparando não apenas para sobreviver, mas também se destacar nesse cenário?

Na semana passada, tive o privilégio de ouvir alguns insights interessantes sobre o tema ao abrir um dos painéis do Education Day da Brazil at Silicon Valley, organização de cujo conselho faço parte. O evento, que está à disposição no YouTube, contou com a participação de Marco Fisbhen, CEO do Descomplica, e de Jeff Maggioncalda, CEO do Coursera.

À frente de edtechs de destaque no cenário brasileiro e mundial, os dois têm muito a falar não só sobre como a inovação tem transformado a forma como se ensina e aprende a cada dia, mas também sobre como empresas dos mais variados setores se preparam para o ambiente de mudanças aceleradas em que vivemos.

“Se a tecnologia se desenvolve de forma cada vez mais rápida, e uma empresa que consegue usá-la a seu favor pode eliminar outra que não faça esse trabalho tão bem, então a transformação digital e as habilidades digitais da equipe são uma peça fundamental para a competitividade e, em última instância, para a sobrevivência de uma companhia”, afirma Jeff Maggioncalda.

E, com tanta demanda por essas habilidades no mercado, nem sempre recrutar novos talentos é uma estratégia viável e efetiva. Aprimorar e requalificar a força de trabalho atual torna-se extremamente importante, e quanto antes isso for iniciado, maiores as chances de sucesso. “Desenvolver essas capacidades não é algo que se faça do dia para a noite, então as empresas realmente precisam focar em como vão realizar esses treinamentos”, declarou Marco Fisbhen.

Muitas já estão trilhando esse caminho, outras começam agora a olhar com mais atenção para o tema. Qualquer que seja o caso, uma dica dos painelistas é que o empregador deve identificar, junto com os próprios colaboradores, que habilidades necessitam ser desenvolvidas para cada função, começando pelos pontos mais críticos para o negócio.

“Uma pergunta simples que eu faço e que muitas companhias não sabem responder é quem precisa de que habilidades neste momento”, diz Maggioncalda. “Pode ser que seus cientistas de dados precisem aprender Python, ou seus engenheiros de software precisem se aprofundar em machine learning, ou então seus gerentes tenham que aprender a lidar com times remotos. Qualquer que seja a situação, é preciso identificar essas necessidades e desenvolvê-las de forma muito intencional, porque o mundo não vai desacelerar”.

Essa constante evolução das demandas profissionais, aliás, deve servir de guia para o futuro da educação e fortalecer a adoção de uma cultura de aprendizagem ao longo da vida. “A educação continuada chegou para ficar”, diz o CEO do Coursera. Ele afirma que as pessoas cada vez mais poderão combinar cursos superiores com formações mais curtas e específicas, com ou sem certificados, de acordo com as necessidades e possibilidades de cada etapa de sua jornada.

Imaginemos, por exemplo, uma pessoa que queira ingressar no mercado de trabalho. Ela decide começar sua formação com um curso de curta duração e foco profissionalizante. Depois, já empregada, avança para uma graduação online. Conforme o tempo passa, decide fazer um curso de gestão de projetos para tentar subir na carreira. Quando já chegou à gerência, assiste a aulas sobre como lidar com equipes em trabalho remoto para melhorar sua rotina de trabalho.

Esse pequeno exercício de imaginação ilustra bem que assim como as novas tecnologias transformam o mundo do trabalho e exigem adaptação permanente de empresas e colaboradores, elas também facilitam — e muito! — a atualização constante dos profissionais. Só não se pode ficar de braços cruzados.

*Iona Szkurnik é cofundadora da Education Journey, plataforma focada em desenvolver o ecossistema de inovação na educação, e membro do Conselho da Brazil at Silicon Valley

 Este é um conteúdo da Bússola, parceria entre a FSB Comunicação e a Exame. O texto não reflete necessariamente a opinião da Exame.

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