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10 exemplos de avanço da liderança feminina na indústria e infraestrutura

Encontramos 10 casos que exemplificam como as mulheres estão ocupando a lideranças de empresas da indústria e infraestrutura

Exploramos casos de liderança feminina na indústria e infraestrutura (FatCamera/Getty Images)

Exploramos casos de liderança feminina na indústria e infraestrutura (FatCamera/Getty Images)

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Publicado em 11 de março de 2026 às 13h00.

Última atualização em 12 de março de 2026 às 13h02.

Com apenas 36,7% dos postos de comando ocupados por lideranças femininas, segundo os dados do International Business Report (IBR), da Grant Thornton (2025), o avanço das mulheres em cargos de liderança no Brasil ainda caminha a passos lentos. 

Contudo, a investigação de setores historicamente dominados pela presença masculina revela um movimento de ocupação desses espaços. Avaliamos casos na segurança privada, indústria química, setor automotivo e tecnologia para entender. 

A seguir, confira a posição e um resumo do perfil de 10 lideranças femininas em setores de infraestrutura, onde costumava ser raro a presença delas. 

Nancy Serapião, diretora da Lexus no Brasil 

Com mais de 15 anos de experiência no setor automotivo, a gestora construiu uma carreira sólida em gestão de marcas premium, desenvolvimento de negócios e posicionamento estratégico. 

Formada em Administração e pós-graduada em Inteligência Competitiva, acumula passagens por outras marcas do segmento de luxo. Nancy é reconhecida pela organização por uma atuação orientada a resultados, com forte foco na experiência do cliente e visão de longo prazo em um setor em constante transformação. 

  • A executiva também é responsável pela TOYOTA GAZOO Racing no país, papel por meio do qual fortalece a estratégia de integração das marcas do grupo Toyota.

Clarissa Prass, vice-presidente de Operações da Philip Morris na América Latina

Com mais de 20 anos de atuação na companhia, ela consolidou sua carreira em posições de liderança em um setor marcado pela predominância masculina, com experiência internacional em países como Suíça, Estados Unidos e Argentina. 

Formada em Química Industrial e pós-graduada em Gestão Empresarial, Prass combina rigor técnico e visão de negócios em uma trajetória de resultados impactantes, tornando-se referência para as novas gerações. 

Luciana Novaes, diretora de Operações e Segurança do Grupo Protege

Novaes representa a relevância feminina nos setores de segurança privada e aviação. Há 14 anos, atua na liderança da estratégia operacional de uma das maiores empresas de logística do país. 

Com uma carreira orientada a resultados, Luciana prioriza a otimização de processos e a implementação de indicadores de alta performance, aliando tecnologias inovadoras à eficiência operacional. 

A executiva detém expertise na gestão de operações complexas, consolidando a integração de serviços que abrangem desde o transporte de valores e segurança patrimonial, na Protege, até a excelência em serviços aeroportuários pela Proair. 

As executivas da Novelis

Na Novelis, empresa que já conta com uma mulher na presidência da América do Sul, a liderança feminina é a engrenagem que move áreas vitais. A engenheira química, Daniele Albagli, vice-presidente Comercial da Novelis, comanda as estratégias de mercado, trazendo a bagagem dos ramos de mineração e siderurgia para garantir a competitividade do alumínio. 

Ao seu lado, Eunice Lima, diretora de Comunicação e Relações Governamentais, articula o diálogo da companhia com o governo e a sociedade, traduzindo a complexidade do setor B2B em impacto social. 

Já à frente da vice-presidência de Finanças para a América do Sul, Daniela Bezerra é responsável pelas funções financeiras da região, suportando as decisões da maior laminadora e recicladora de alumínio do mundo. 

Juntas, elas provam que a competência técnica e a visão estratégica são as ferramentas que moldam o futuro da economia circular no Brasil. 

As executivas da Braskem

A Braskem impulsiona, em diferentes regiões do país, o protagonismo feminino na ciência e na operação industrial. Um reflexo direto desse compromisso está na vice-presidência de Inovação: 

  • As mulheres já representam 44,4% do time de Inovação & Tecnologia 
  • Elas ocupam 35% das posições de liderança. 

O alto nível acadêmico é outro diferencial, com o público feminino representando 19% dos integrantes com pós-graduação, 16% com mestrado e 9% com PhD. 

Um exemplo prático desse protagonismo acontece em Marechal Deodoro (AL), onde a engenheira química Adriana Rocha atua como coordenadora de produção na unidade de PVC da Braskem. 

Filha de um trabalhador de usina de cana-de-açúcar, ela encontrou no ambiente industrial sua paixão pela transformação da matéria. Hoje, Adriana destaca-se em um ambiente majoritariamente masculino, utilizando o olhar analítico para investigar a "causa raiz" de desafios operacionais, garantindo segurança e fluidez na produção. 

Larissa Cardoso, analista de controle de qualidade da Braskem, é a responsável pela descoberta e patente de um novo tensoativo biossustentável que contribui para o tratamento de água. Para ela, a presença feminina em posições de liderança técnica e estratégica também contribui para fortalecer a agenda ESG nas empresas.

“A mulher cientista na liderança da agenda ESG colabora diretamente para o alcance dos objetivos ligados à sustentabilidade e à diversidade. Esse protagonismo inspira outras mulheres a se desafiarem e amplia a qualidade das decisões, graças à base científica que sustenta essas escolhas”.

Para Cristiane Andrade, diretora de Desenvolvimento Organizacional da companhia, estimular a presença feminina na ciência é algo estratégico para o futuro do setor.“Garantir o protagonismo feminino vai além de um compromisso institucional: é uma estratégia para a evolução da indústria química. Quando o talento encontra um ambiente que incentiva a pesquisa, os desafios de laboratório se transformam em soluções práticas e sustentáveis, com impacto para toda a sociedade”.

Roberta Brito, Head de Área Terapêutica para Cardiometabolismo e Endocrinologia (CM&E) na Merck HealthCare Brasil 

Brito acumula mais de 30 anos na indústria farmacêutica. Graduada em Biologia, a executiva lidera desde 2024 a estratégia de uma das divisões mais vitais da companhia. 

Sob sua gestão, destaca-se a relevância do Glifage, pilar no tratamento de diabetes e um dos medicamentos mais prescritos do país. 

Sua atuação foca na democratização do acesso à saúde e no combate à desinformação, unindo o rigor científico à entrega de valor ao paciente. 

Maria Augusta Bernardini, Head de Medical Affairs Latam & Country Medical Affairs na Merck HealthCare Brasil

Bernardini possui uma trajetória de excelência iniciada em 2008. Graduada em Medicina pela USP, com mestrado internacional pela Hibernia College (Irlanda) e MBA pela FIA, ela lidera a governança médica e a estratégia científica da Merck na região. 

Sua atuação é pautada pela integração de evidências clínicas e pela busca contínua por inovação e ética científica. 

Alziana Pedrosa, Global Commercial Marketing Chemistry Workflows na Merck Life Science Brasil

Pedrosa combina solidez acadêmica a uma expressiva experiência executiva. Biomédica com PhD em Imunologia e Bioquímica pela USP e pós-doutorado pela Universidad Complutense de Madrid, ela alia a alta especialização técnica à visão de negócios (MBA pela FGV). 

No mercado global, Alziana lidera fluxos essenciais para a divisão de Life Science, unindo pesquisa científica e eficiência comercial para impulsionar o desenvolvimento de soluções laboratoriais de alta performance.

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