As 100 questões mais instigantes sobre a economia digital: baixe agora

Em um mundo cada vez mais conectado, é preciso aproveitar novas oportunidades de negócio, estimulando a inclusão e a responsabilidade digital

Por Bússola

A todo momento, novas tecnologias surgem e transformam completamente a sociedade e os negócios, traçam novas rotas, criam desafios, exigem competências e redesenham padrões éticos. A Fundação Dom Cabral levantou as cem questões mais importantes do cenário da economia digital e busca respondê-las em uma coletânea de sete livros, que reúne artigos de opinião e pesquisas de especialistas, acadêmicos, gestores públicos e executivos de grandes empresas e startups. O segundo e-book, lançado no final de maio, foca em negócios e na transformação digital.

Os conteúdos, incluindo vídeos sobre economia digital, ficam disponíveis gratuitamente no site do projeto. O projeto é realizado em parceria com a ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), o CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos), além de Stefanini, TecBan e TOTVS.

A Bússola conversou com Heloisa Menezes,uma das organizadoras da coletânea, sobre algumas das questões mais instigantes da economia digital. Heloisa é economista e professora convidada da FDC. Foi secretária de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, diretora técnica do Sebrae Nacional, diretora da Confederação Nacional da Indústria e superintendente do IEL/FIEMG.

Bússola: Qual é a proposta dessa nova coletânea de livros?

Heloisa Menezes: A coletânea trata da economia digital de maneira bastante completa. Entendemos que, na economia digital, não basta olhar somente para empresas ou só com foco nas questões de regulação, infraestrutura ou pessoas.

Por isso, a coletânea busca captar o entendimento de vários stakeholders, no Brasil, sobre os muitos aspectos que impactam a economia digital. Ela foi pensada para contribuir com estratégias para o país e para as empresas. E também pretende ajudar a estimular a transformação digital nas empresas, de tal forma que seja inspirada por outras empresas.

Nós queremos apoiar um olhar para o futuro. E o pensamento digital, a habilitação pelas tecnologias digitais e pelos dados permitem isso. Esse é o diferencial da coletânea: é trazer tudo isso junto e misturado! A gente quer apresentar todos os aspectos (positivos e negativos) sob a perspectiva de múltiplos stakeholders.

Com este objetivo, trazemos uma perspectiva macro e global (temas que afetam a economia mundial, a globalização, relações entre os países, posição dos países na competitividade digital). Também abordamos as condições de acesso e de adoção dos meios digitais; as competências e infraestruturas necessárias. E ranqueamos o Brasil em termos de prontidão digital.

Além disso, tratamos de regulação, do ecossistema de inovação (se estamos preparados ou não para o digital); questões que envolvem confiança na economia digital (privacidade, cibersegurança, ética e participação dos cidadãos). E teremos um livro específico com um olhar sobre os pequenos negócios (oportunidades, desafios e condições de inserção na economia digital).

Bússola: No segundo e-book, que acaba de ser lançado, existe uma discussão sobre a base empresarial de apoio à digitalização no Brasil, que pretende saber se temos empresas nacionais de tecnologia com capacidade de habilitar o país. O que mais será discutido?

Heloisa Menezes:  Nele, a gente olha também o papel das multinacionais e das startups no desenvolvimento da capacidade digital do Brasil, com uma abordagem bem complementar de como o ecossistema se move, destacando o papel de cada um na formação desse ecossistema. Temos uma análise, por exemplo, do Cleber Morais, que é diretor-geral da  Amazon Web Services Brasil. Ele enfatiza o papel das multinacionais na formação de competências digitais no Brasil.

A gente também apresenta vários casos de aplicação das tecnologias habilitadoras. Nesse sentido, ressalto a enorme importância e o crescimento da inteligência artificial. Eu diria que é a tecnologia habilitadora mais utilizada pelas empresas brasileiras na transformação de seus modelos de negócios.

Mostramos a experimentação (os vários casos de aplicação das empresas) para ser digital first, através do uso da inteligência artificial até para modelar os próprios negócios. Também tem a internet das coisas, sensores e blockchain, que revelam a importância das tecnologias digitais, assim como os dados e analytics. Aliás, não se faz inteligência artificial sem analytics e uso dos dados. A transformação digital é feita através do conhecimento sobre a jornada do cliente e as empresas estão avançando muito nisso.

Bússola: Como é o nível de maturidade digital das empresas brasileiras?

Heloisa Menezes:  Apesar do nível ter crescido durante a pandemia, a maturidade digital das empresas brasileiras ainda deixa a desejar de acordo com os vários critérios de maturidade digital. Avançamos, mas ainda precisamos avançar muito.

Bússola: Os ecossistemas digitais representam uma tendência que tem que ser reforçada?

Heloisa Menezes: Sim, eles representam! E nesses ecossistemas é importante tratar desde os modelos de arranjos empresariais que fazem uma simples digitalização, os que fazem a digitalização de grandes processos, com ganhos muito grandes de eficiência, aos modelos mais sofisticados de plataformas empresariais complexas, onde o dado é o fator mais importante. A economia das plataformas é uma economia de ecossistemas, baseados e hibridados por tecnologias digitais.

Bússola: E sobre questões relacionadas à inclusão digital? O que é abordado?

Heloisa Menezes: É fundamental refletirmos sobre as consequências da evolução da economia digital, avaliando os gaps de inclusão e o conceito de digitalização responsável. Considero que a digitalização responsável pode ser uma tendência, assim como ESG é uma grande tendência hoje das empresas, que precisam cuidar do meio ambiente, das pessoas e da governança.

Provavelmente, em um período próximo, vamos acrescentar a inclusão digital e a necessidade de construção das competências adequadas para que ela corra no conjunto de maiores preocupações das empresas. A responsabilidade sobre esse processo passará a ser cada vez mais fundamental.

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