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Por Alice de Salvo Sosnowski*

Inovação é uma palavra derivada do latim “Innovatio” e se refere a uma ideia, método ou objeto que é criado e que não se parece com padrões anteriores. Se você procurar no Google a definição de “inovação”, chegará a milhares de resultados, muitos deles associados a invenções tecnológicas, robótica, automação, inteligência artificial, mas  a verdade é que a inovação está muito além da tecnologia.

Gosto muito da definição do cientista Silvio Meira, cofundador do Porto Digital, em Recife, e um dos maiores especialistas em inovação no Brasil. Para ele, inovar é “emitir mais e melhores notas fiscais”. De uma forma muito pragmática, ele associa inovação diretamente com o faturamento das empresas, seja qual for. No fundo, o que ele quer dizer é: as empresas que geram valor para seus clientes, vendem mais. Ou seja: a  inovação só faz sentido quando entrega valor para as pessoas.

Se olhamos inovação por essa perspectiva – a de gerar valor – fica mais fácil imaginar o que é ser um profissional inovador na nova economia, independente do cargo ou hierarquia que você ocupa.

Acredito que, antes de tudo, é preciso ser uma pessoa inquieta, insatisfeita com o status quo. Toda inovação parte de uma insatisfação e também da inquietude e vontade de mudar. É aí que surge uma nova habilidade para ser um profissional inovador que é a capacidade de vislumbrar.

O Fórum Econômico Mundial, que sempre divulga as competências necessárias para o século 21, chama essa capacidade de “future literacy”  (ou alfabetização sobre futuros, em português). Ela tem a ver com saber lidar com a imprevisibilidade, projetar cenários futuros e criar ações no presente.

E para criar essas ações, nada melhor do que contar com a nossa criatividade, uma competência de quem está sempre elaborando novas soluções, não tem medo de se reinventar e amplia o repertório para descobrir caminhos que ninguém nunca trilhou.

O que essas habilidades nos mostram é que a inovação está muito mais para comportamentos humanos do que invenções tecnológicas. Insatisfação, inquietude, capacidade de imaginação e criatividade compõem os ingredientes de um profissional ou empreendedor inovador. São essas pessoas que irão criar os novos produtos, serviços, processos, modelos de negócios, formas de atendimento e divulgação para o mundo de amanhã.

*Alice Salvo Sosnowski é jornalista, consultora e especialista em empreendedorismo e soft skills. Foi eleita uma das Top Voices no Linkedin. Criadora da metodologia O Pulo do Gato Empreendedor©, que desenvolve habilidades para os desafios da nova economia

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