Acompanhe:

De volta ao Congresso pela primeira vez após 19 anos, o ex-ministro e ex-deputado José Dirceu foi assediado por estudantes, militantes da esquerda e servidores da Casa para fotos e dedicatórias no livro lançado hoje pelo Senado que traz um artigo de sua autoria. Dirceu deixou em aberto a possibilidade de um retorno às urnas em 2026.

Ministro da Casa Civil no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, ele voltou nesta terça-feira a um evento no Legislativo após ter seu mandato cassado em 2005, no bojo do escândalo do mensalão. Apesar de estar fora da política e impossibilitado de concorrer a eleições até este ano, ele tem participado ativamente dos bastidores do governo. Há, nos bastidores, conversas sobre uma possível volta às urnas em 2026.

"Primeiro, 2024. Temos eleições, temos de ajudar e apoiar nosso presidente Lula e seu governo. Depois, 2025, transição para 2026, temos de trabalhar para fazer o Brasil crescer e o PT liderar a sua renovação da sua direção, processo do qual quero participar como filiado. Então, quando começar virar de 2025 para 2026, vou enfrentar essa questão se eu devo ou não ser candidato a um cargo eletivo", disse Dirceu.

O evento do Senado marcou os 60 anos desde o golpe militar de 1964 e o lançamento do livro Tempos de Chumbo, no qual Dirceu é autor do artigo A defesa da democracia exige a despolitização dos quartéis. O político foi preso durante o golpe militar, em 1968.

“Precisamos de um Judiciário independente, mas que se atenha às suas funções constitucionais e não abuse de suas prerrogativas e funções. O Parlamento, por sua vez, deve se manter dentro de suas funções legislativas e não ultrapassar a linha divisória do ato de governar exclusivo do Executivo”, escreveu Dirceu no texto.

Dirceu foi convidado pelo senador Randolfe Rodrigues (Sem partido-AP) para participar da sessão solene. Além do ex-ministro de Lula, outras personalidades também discursam no evento, como a viúva do ex-presidente João Goulart, Maria Thereza Goulart e o presidente executivo do Instituto João Goulart, João Vicente Goulart.

"Quase não aceitei [o convite], porque desde o dia da madrugada de 1º de dezembro [de 2005], quando a Câmara dos Deputados cassou meu mandato, que o povo de São Paulo tinha me dado pela terceira vez, eu nunca mais voltei ao Congresso Nacional. Mas acredito que João Goulart merecia e merece a minha presença hoje aqui", disse José Dirceu.

Homem-forte do primeiro mandato de Lula, quando chefiou a Casa Civil, Dirceu tem se movimentado pelos bastidores do poder de Brasília desde o retorno do PT ao comando da República.

No mês passado, quando completou 78 anos, fez uma festa que reuniu do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ao vice-presidente da República e ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e boa parte do primeiro escalão do atual governo de Lula.

Dirceu ficou um ano e nove meses preso em Curitiba (PR), como consequência das investigações da Lava-Jato. Ele está impedido de disputar as eleições até este ano, mas há especulações sobre ele voltar às urnas em 2026.

Créditos

Últimas Notícias

Ver mais
Mapa eleitoral: partidos definem pré-candidatos a prefeituras de capitais
Um conteúdo Esfera Brasil

Mapa eleitoral: partidos definem pré-candidatos a prefeituras de capitais

Há 7 horas

Eleição na Índia: maior votação do planeta começa nesta sexta; entenda o processo
Mundo

Eleição na Índia: maior votação do planeta começa nesta sexta; entenda o processo

Há 9 horas

Lula e Petro discutem plebiscito como solução democrática para a Venezuela
Mundo

Lula e Petro discutem plebiscito como solução democrática para a Venezuela

Há 19 horas

O que diz a PEC das drogas aprovada pelo Senado e qual o impacto no julgamento do STF?
Brasil

O que diz a PEC das drogas aprovada pelo Senado e qual o impacto no julgamento do STF?

Há um dia

Continua após a publicidade
icon

Branded contents

Ver mais

Conteúdos de marca produzidos pelo time de EXAME Solutions

Exame.com

Acompanhe as últimas notícias e atualizações, aqui na Exame.

Leia mais