Brasil

Vice-líderes do governo no Senado vão votar por impeachment

Dois dos quatro vice-líderes do governo no Senado, um do PMDB e outro do PR, anunciaram que vão votar a favor do impeachment de Dilma Rousseff


	Senado: até agora, dos 42 integrantes da comissão, 27 já se declararam favoráveis ao impeachment, segundo levantamento do Estadão.
 (Wilson Dias/ABr)

Senado: até agora, dos 42 integrantes da comissão, 27 já se declararam favoráveis ao impeachment, segundo levantamento do Estadão. (Wilson Dias/ABr)

DR

Da Redação

Publicado em 22 de abril de 2016 às 19h07.

Priorizar nos meus resultados Google

Brasília - Dois dos quatro vice-líderes do governo no Senado, Hélio José (PMDB-DF) e Wellington Fagundes (PR-MT), anunciaram nesta sexta-feira, 22, que vão votar a favor do afastamento da presidente Dilma Rousseff.

Em manifestações feitas no plenário da Casa, os dois - que são integrantes da comissão especial que analisará o caso e constavam como indecisos no Placar do Impeachment, publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo - passaram a defender o voto contra a permanência da petista.

Com essas novas manifestações, dos 42 participantes da comissão entre titulares e suplentes, 27 já se declararam favoráveis, dez contrários, um indeciso, três não quiseram responder e há ainda um voto em aberto - o senador José Maranhão (PMDB-PB) deixou a comissão e a quinta indicação do PMDB para a comissão está vaga.

"Eu já antecipo a questão da admissibilidade, porque, para mim, é inequívoco o Senado admitir uma questão que veio da instituição Câmara", disse Hélio José em pronunciamento no Senado. Ele é suplente da comissão a ser eleita na segunda-feira e que começará os trabalhos no dia seguinte.

Segundo o peemedebista, o seu compromisso é com a população do Distrito Federal, com a dona de casa, com as pessoas que precisam de um País estabilizado e que volte a crescer a e gerar empregos.

"O meu compromisso não é com pessoas", ressaltou, ao defender que a admissibilidade deveria ser admitida "de forma consensual" para se depois fazer o julgamento.

Wellington Fagundes, por sua vez, disse que votará a favor do afastamento porque o País está "politicamente" maduro para isso.

Titular da comissão especial, ele destacou que o voto não pode ser apenas técnico e que a manifestação dos senadores é uma retribuição do eleitorado.

"Agora cabe a nós votar; já foi votado na Câmara dos Deputados pela maioria. Aí chega o momento político. Isso eu disse à presidente da República (Dilma Rousseff) há 60 dias. Esta semana, eu tive a oportunidade de mais uma audiência, em que fui discutir vários aspectos de interesse do meu Estado que vou abordar daqui a pouco. Ela me perguntou: 'E aí, Senador Wellington, como está hoje a posição do Senado?' Eu não hesitei em dizer para a Presidente da República: 'Presidente, hoje o clima no Senado é pela admissibilidade, porque todos nós aqui somos políticos e temos que ouvir a população, temos que ouvir as vozes das ruas'", avaliou.

Acompanhe tudo sobre:Política no BrasilImpeachmentCrise políticaSenado

Mais de Brasil

Lula pede ao TSE cassação da chapa de Flávio por abuso de poder econômico e favorecimento em redes

Lula supera Flávio Bolsonaro nas redes após debate sobre sigilos, diz Datrix

Comitê da ONU pede que Meta proteja liberdade de expressão nas eleições brasileiras

Lula aceita condições de Flávio para abrir sigilos, mas cobra dados de empresa ligada a Willer Tomaz