União Brasil confirma Luciano Bivar como pré-candidato à Presidência

Bivar deve ser indicado pelo União Brasil para ser o "candidato único" que será anunciado em 18 de maio em acordo com o PSDB, o MDB e o Cidadania
 (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
(Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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Alessandra Azevedo, de Brasília

Publicado em 14/04/2022 às 14:22.

Última atualização em 14/04/2022 às 14:23.

Em reunião virtual nesta quinta-feira, 14, a Executiva Nacional do União Brasil aprovou, por unanimidade, a indicação do presidente nacional do partido, deputado Luciano Bivar (PE), como pré-candidato à Presidência da República. Para que ele seja oficialmente candidato, a decisão precisa ser confirmada em convenção do partido.

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Bivar deve ser indicado pelo União Brasil para ser o "candidato único" que será anunciado em 18 de maio em acordo com o PSDB, o MDB e o Cidadania. "A partir de agora, conforme combinado previamente, o União Brasil se reunira com os demais partidos que compartilham os mesmos ideais e projetos em busca de um nome de consenso", disse a legenda, em nota.

Além de Bivar, estão entre as opções dos partidos a senadora Simone Tebet (MDB-MS) e o ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB). O Cidadania não tem pré-candidato. As convenções partidárias, quando os candidatos serão oficialmente chancelados, devem acontecer entre 20 de julho e 5 de agosto, de acordo com o calendário eleitoral.

Segundo o União Brasil, Bivar se afastará da mesa de negociações e deixará a tarefa de conversar sobre o nome de consenso a cargo do vice-presidente nacional do partido, Antônio de Rueda; do líder da legenda na Câmara, Elmar Nascimento; e do líder no Senado, Davi Alcolumbre.

Com a decisão unânime da legenda, o ex-juiz Sergio Moro fica ainda mais afastado da possibilidade de ser candidato à Presidência. A intenção do partido é que ele concorra a deputado federal pelo estado de São Paulo.

Moro deixou o Podemos, partido ao qual havia ingressado em novembro de 2021, e passou a integrar o União Brasil em março deste ano, com o compromisso de abrir mão da candidatura à Presidência. Dias depois de se filiar ao União Brasil, entretanto, o ex-ministro de Bolsonaro afirmou que não tinha desistido de nada.