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STF decreta segredo de Justiça em inquérito sobre Cunha

Decisão do ministro Teori Zavascki foi motivada pelo encaminhamento de novas acusações ao Supremo pelo procurador-geral Rodrigo Janot


	Teori Zavascki decretou segredo em inquérito no qual Eduardo Cunha é acusado de receber US$ 5 milhões em contrato de navios-sonda da Petrobras
 (José Cruz/ Agência Brasil)

Teori Zavascki decretou segredo em inquérito no qual Eduardo Cunha é acusado de receber US$ 5 milhões em contrato de navios-sonda da Petrobras (José Cruz/ Agência Brasil)

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Da Redação

Publicado em 23 de outubro de 2015 às 14h31.

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Brasília - O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou hoje (23) segredo de Justiça no aditamento da denúncia apresentada contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A decisão do ministro foi motivada pelo encaminhamento, na semana passada, de novas acusações ao Supremo pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

No inquérito no qual o segredo foi decretado, Cunha é acusado de receber US$ 5 milhões em um contrato de navios-sonda da Petrobras.  Na decisão, o ministro citou a Lei 12.850/2013, que regulamentou os acordos de delação premiada.

A norma prevê que o processo deve correr em sigilo, devido aos depoimentos de delação nos quais os acusações são citados.

"Diante da documentação juntada, observe-se, até nova decisão, a restrição de publicidade decorrente da juntada, no aditamento à denúncia ora formulada, de depoimentos que seguem sob sigilo legal”, decidiu o ministro.

Ontem (23), em decisão oposta, Zavascki negou pedido da defesa de Eduardo Cunha para decretar segredo em outro inquérito a que o parlamentar responde no Supremo, sobre contas atribuídas a ele na Suíça.

Na decisão, o ministro entendeu que a publicidade dos atos processuais é um pressuposto constitucional e que a situação de Cunha não se enquadra nas exceções previstas por lei, entre elas, a defesa da intimidade ou o interesse social.

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