Brasil

Senado aprova regras de compliance para partidos políticos

Caso proposta vire lei, siglas serão responsabilizadas pela prática de atos ilícitos e fraudes cometidos por seus dirigentes

Senado: como foi aprovada em caráter terminativo, a matéria segue agora para apreciação da Câmara dos Deputados (Roque de Sá/Agência Senado)

Senado: como foi aprovada em caráter terminativo, a matéria segue agora para apreciação da Câmara dos Deputados (Roque de Sá/Agência Senado)

AB

Agência Brasil

Publicado em 25 de abril de 2018 às 20h52.

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (25) projeto de lei que obriga partidos políticos a cumprir uma série de normas para aumentar a transparência e evitar atos de corrupção.

Como foi aprovada em caráter terminativo pela CCJ, a matéria segue agora para apreciação da Câmara dos Deputados, caso não haja recurso para uma análise no plenário do Senado.

A proposta altera a Lei dos Partidos Políticos para instituir instrumentos do chamado compliance nas legendas. Caso vire lei, as siglas serão responsabilizadas pela prática de atos ilícitos e fraudes cometidos por seus dirigentes, sem excluir a possível punição dos autores ou participantes da conduta indevida. As técnicas de compliance já são aplicadas atualmente em algumas empresas privadas.

A lista das práticas contra a administração pública a que os partidos estão sujeitos a penalidades inclui a oferta ou o repasse de propinas a agentes públicos, o incentivo ou financiamento de atos ilícitos e tentativas de dificultar as investigações de corrupção.

Também será estimulada nos partidos a criação de mecanismos de auditoria e denúncias de irregularidades, bem como a aplicação "efetiva de códigos de ética e de conduta".

Segundo o autor do texto, senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), o objetivo do projeto é promover a moralização, o controle de gastos e o acompanhamento "minucioso" da vida partidária brasileira.

"A necessidade de um choque de moralidade se faz em razão de tudo que foi divulgado e publicizado em relação à apropriação dessas instituições públicas para o atendimento de mesquinhos interesses pessoais e particulares", afirmou Ferraço, durante a votação.

Acompanhe tudo sobre:Partidos políticosCorrupçãoSenado

Mais de Brasil

STF critica fala de Milei contra Moraes após convenção do PL em São Paulo

Missão eleitoral dos EUA sem convite seria 'interferência indevida', diz especialista

Lula sobe o tom sobre eleições: 'quem quiser se meter, vai apanhar muito'

'Em 2027, Jair Bolsonaro vai subir a rampa do Planalto', diz Flávio ao lançar candidatura