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Retirada da subvenção à gasolina foi adiada após bombardeios ao Irã, diz Durigan

Conflito no Oriente Médio foi reiniciado com ataques dos Estados Unidos

Ministro da Fazenda, Dario Durigan

Ministro da Fazenda, Dario Durigan

Ivan Martínez-Vargas
Ivan Martínez-Vargas

Repórter especial em Brasília

Publicado em 9 de julho de 2026 às 10h35.

Última atualização em 9 de julho de 2026 às 11h24.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira, 9, que a pasta vai avaliar a retirada, gradual ou total, da subvenção à gasolina apenas na próxima semana. A ideia inicial, disse o ministro, era iniciar a retirada do subsídio nesta semana, mas o reinício do conflito no Oriente Médio e a alta no preço do barril do petróleo adiaram a decisão.

O próprio Durigan havia sinalizado na semana passada que o governo pretende iniciar a retirada da subvenção à gasolina, atualmente de R$ 0,44 por litro. O governo retirou parte da subvenção ao diesel (R$ 0,35 por litro) na semana passada, mas ainda permanece uma subvenção de R$ 1,12 por litro, que, de acordo com a Fazenda, também poderia ser revista.

"Nesta semana, eu iria anunciar a retirada do subsídio da gasolina. Vou analisar a retirada na próxima semana, porque o preço da gasolina já está com o impacto diferente do que eu estava prevendo", disse Durigan em entrevista à Rádio Gaúcha.

O ministro disse que a depender da situação do conflito no Irã e seu efeito sobre a cotação do barril do tipo Brent, referência internacional para o preço do petróleo, o governo pretende iniciar a retirada do benefício, que pode ser feita de maneira gradual.

Durigan voltou a dizer que o governo precisa ter a mesma agilidade que teve para conceder esses benefícios emergenciais na hora de iniciar a retirada deles quando o cenário internacional muda.

O ministro da Fazenda também reafirmou sua posição a favor do aumento da mistura de etanol anidro na gasolina, neste ano, de 30% para 32%. A decisão, que poderia ter sido tomada em reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) nesta semana, foi adiada.

Quanto ao aumento da mistura de biodiesel no diesel de 15% para 16%, inicialmente prevista para março, Durigan disse que o tema está em estudo pela área técnica do Ministério de Minas e Energia.

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