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Palácio do Planalto aponta ação "orquestrada" por setores da PF

Segundo auxiliares de Temer, a prisão de Henrique Eduardo Alves, ex-integrante do governo, é mais um fator de desgaste

Henrique Eduardo Alves: a Operação também decretou a prisão do deputado cassado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (Valter Campanato/Agência Brasil)

Henrique Eduardo Alves: a Operação também decretou a prisão do deputado cassado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (Valter Campanato/Agência Brasil)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 7 de junho de 2017 às 09h25.

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Brasília - A prisão do ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) foi recebida no Palácio do Planalto como "parte do roteiro" de uma ação judicial orquestrada por setores da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República e do Supremo Tribunal Federal contra o governo federal.

Segundo auxiliares do presidente Michel Temer, a prisão de um ex-integrante do governo (Alves foi ministro do peemedebista e de Dilma Rousseff) é mais um fator de desgaste.

Interlocutores de Temer, logo após a Operação Manus ser deflagrada em Natal, reconheceram que a prisão de um aliado próximo do presidente gera efeitos negativos por ter ocorrido no mesmo dia da retomada do julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

De acordo com um auxiliar de Temer, mesmo que a operação não tenha como objetivo atingir e ampliar esse desgaste "é o que fica parecendo".

A Operação Manus também decretou a prisão do deputado cassado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), outro ex-aliado do presidente Temer, que já está preso em Curitiba, por ordem do juiz federal Sérgio Moro.

Alves, que também já foi presidente da Câmara dos Deputados, deixou a gestão Temer ao ser envolvido na Operação Lava Jato e na ocasião disse que saía da Esplanada para "não causar constrangimento" ao governo.

Excessos

Nesta terça-feira, 6, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ao comentar a prisão de Alves, disse que há no Brasil excesso de prisões preventivas.

"(A prisão é) triste. Acho que o Brasil tem vivido um momento difícil. Acho que tem tido excesso de prisões preventivas", afirmou o presidente da Câmara. (Colaborou Igor Gadelha)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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