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Moro diz que foi alvo do gabinete do ódio e cita Carlos Bolsonaro

Em depoimento, Moro afirmou que ouviu de ministros do Palácio do Planalto sobre atuação de filho do presidente

Moro disse que foi alvo do gabinete do ódio após ter deixado o cargo de ministro (Andre Coelho/Getty Images)

Moro disse que foi alvo do gabinete do ódio após ter deixado o cargo de ministro (Andre Coelho/Getty Images)

AO

Agência O Globo

Publicado em 27 de novembro de 2020 às 13h15.

Última atualização em 27 de novembro de 2020 às 13h17.

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O ex-ministro da Justiça Sergio Moro afirmou em depoimento à Polícia Federal que ouviu de ministros do Palácio do Planalto que o filho do presidente Jair Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), é ligado ao chamado "gabinete do ódio", grupo de assessores bolsonaristas que usa as redes sociais para atacar adversários do presidente, e disse ainda que foi alvo de ataques desse grupo após ter deixado o cargo de ministro.

No depoimento prestado no último dia 12 no inquérito sobre a organização de atos antidemocráticos, Moro afirmou que a ligação de Carlos Bolsonaro com o "gabinete do ódio" é comentada por ministros do Palácio do Planalto e afirmou que esses ministros poderiam dar maiores esclarecimentos à PF.

Os investigadores também questionaram Moro se, durante seu período como ministro da Justiça, ele tomou conhecimento da existência de uma estrutura dentro do governo federal montada para atacar autoridades públicas dos outros Poderes, como parlamentares e ministros do Supremo Tribunal Federal.

Apesar de dizer que só tomou conhecimento desses ataques por meio das próprias redes sociais, Moro citou que existia uma "animosidade" entre Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e que sabia dos ataques ao parlamentar.

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