(Ricardo Stuckert/Vittor Sales/Flickr)
Repórter
Publicado em 25 de outubro de 2026 às 16h08.
A probabilidade de vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dobrou em pouco mais de duas semanas na plataforma preditiva Polymarket. Em 9 de outubro, a cotação do petista era de 12%. Neste domingo, 25, às 16h, o percentual chegou a 23%, segundo dados da plataforma.
Apesar da alta, o senador Flávio Bolsonaro (PL) concentrava 77% das probabilidades de vitória no mesmo horário. Os percentuais refletem as cotações dos contratos negociados no Polymarket e podem mudar conforme as transações realizadas pelos usuários.
A plataforma preditiva, baseada em blockchain, permite que usuários negociem contratos vinculados a possíveis resultados de acontecimentos reais. Os preços desses contratos são interpretados como probabilidades implícitas, mas não representam pesquisas de intenção de voto nem resultados oficiais da eleição.
Em 9 de outubro, cinco dias após o primeiro turno das eleições presidenciais, Lula aparecia com 12% de probabilidade de vitória no Polymarket. Em pouco mais de duas semanas, a cotação avançou 11 pontos percentuais, chegando a 23% na tarde deste domingo.
No mesmo período, Flávio Bolsonaro permaneceu à frente nas cotações da plataforma. Às 16h de domingo, o senador registrava 77%, ante 23% do presidente.
Os percentuais indicam a percepção dos usuários que negociam contratos no mercado preditivo naquele momento. Portanto, não devem ser interpretados como uma previsão garantida do resultado das urnas.
O Polymarket é um mercado preditivo em que usuários negociam contratos relacionados a possíveis resultados de acontecimentos futuros. Os preços dos contratos variam conforme as negociações e são usados como referência para calcular probabilidades implícitas.
Esse modelo é diferente de uma pesquisa eleitoral: enquanto levantamentos medem as intenções de voto de uma amostra de eleitores, as cotações do Polymarket refletem as negociações realizadas na plataforma.
Em abril de 2026, o governo brasileiro adotou medidas contra a operação de plataformas de mercados preditivos no país, ao considerar que determinados contratos sobre eventos reais não se enquadram na legislação brasileira.
Apesar das restrições, contratos relacionados às eleições brasileiras continuaram sendo negociados nessas plataformas.