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Governo brasileiro oficializa indicação de Weintraub para o Banco Mundial

O ex-ministro pediu demissão mais cedo nesta quinta; gestão foi marcada por controvérsias e chegou ao limite após embates com outros Poderes

Bolsonaro e Weintraub: ministro da Educação pediu demissão nesta quinta-feira ao lado do presidente (YouTube/Reprodução)

Bolsonaro e Weintraub: ministro da Educação pediu demissão nesta quinta-feira ao lado do presidente (YouTube/Reprodução)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 18 de junho de 2020 às 20h14.

Última atualização em 18 de junho de 2020 às 21h13.

O governo brasileiro oficializou a indicação de Abraham Weintraub para diretor executivo do Banco Mundial, informou o Ministério da Economia. O ex-ministro da Educação pediu demissão do cargo mais cedo nesta quinta-feira, 18, ao lado do presidente Jair Bolsonaro.

Em nota, a pasta comunicou que o ex-ministro da Educação foi indicado para a cadeira na diretoria liderada pelo Brasil que representa Colômbia, Equador, Trinidad e Tobago, Filipinas, Suriname, Haiti, República Dominicana e Panamá.

Enquanto políticos e integrantes do próprio Banco Mundial questionam a escolha do ministro para o cargo, a nota da Economia tenta destacar a experiência profissional de Weintraub.

"Com mais de 20 anos de atuação como executivo no mercado financeiro, Weintraub foi economista-chefe e diretor do Banco Votorantim, além de CEO da Votorantim Corretora no Brasil e da Votorantim Securities no Estados Unidos e na Inglaterra", afirma o texto.

Mais cedo, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ironizou a indicação. "Não sabem que ele [Weintraub] trabalhou no Banco Votorantim, que quebrou em 2009. Ele era um dos economistas do banco", questionou Maia.

A nota da Economia lembra ainda que Weintraub foi sócio da gestora de fundos Quest Investimentos, integrou o Comitê de Trading da BM&F Bovespa e o Comitê de Macroeconomia da Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima), além de ser professor na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "Foi um dos responsáveis pela elaboração do plano de governo de campanha do presidente Jair Bolsonaro em 2018", completa.

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