Brasil

Embaixador dos EUA é convocado a explicar espionagem

O embaixador dos Estados Unidos no Brasil foi convocado para explicar as novas denúncias de espionagem americana que envolveriam a presidente Dilma Rousseff

O embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon: caso informações sejam confirmadas, seria "inaceitável", disse o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (Adriana Spaca/AFP)

O embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon: caso informações sejam confirmadas, seria "inaceitável", disse o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (Adriana Spaca/AFP)

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Da Redação

Publicado em 2 de setembro de 2013 às 12h27.

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Brasília - O embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, foi convocado nesta segunda-feira pelo Ministério das Relações Exteriores para explicar as novas denúncias de espionagem americana que envolveriam a presidente Dilma Rousseff, que, por sua vez, convocou uma reunião ministerial sobre o tema.

"O embaixador dos Estados Unidos foi convocado a explicar os fatos revelados no programa Fantástico da TV Globo na noite de domingo", informou um porta-voz da chancelaria à AFP.

As denúncias foram divulgadas no programa de televisão e fazem referência a um documento atribuído à Agência Nacional de Segurança (NSA na sigla em inglês), segundo o qual comunicações da presidente Dilma Rousseff foram monitorados, assim como do mexicano Enrique Peña Nieto, então candidato à presidência.

Caso as informações sejam confirmadas, seria uma situação "inaceitável", disse o ministro da Justiça do Brasil, José Eduardo Cardozo.

A reportagem contou com a colaboração do jornalista Glen Greenwald, do jornal The Guardian, que divulgou os documentos do ex-técnico de informático Edward Snowden, procurado pelos Estados Unidos.

A presidente Dilma convocou nesta segunda-feira uma reunião com vários ministros, incluindo o da Defesa, Celso Amorim, Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, e da Justiça, para debater o tema, informou à AFP uma fonte do governo.

A embaixada e a chancelaria confirmaram que Shannon compareceu ao ministério na manhã desta segunda-feira. Consultada pela AFP, a embaixada americana se recusou a fazer comentários sobre a reunião.

Um porta-voz da presidência mexicana procurado pela AFP afirmou que não comentaria o assunto no momento.

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