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União estará pronta para ajudar São Paulo, diz Dilma

Depois de destacar que a responsabilidade sobre a questão da água não é da União, Dilma afirmou que continua disposta a ajudar o estado

Moradores de Itu, que é abastecido pelo sistema Cantareira, enchem baldes com água em uma praça da cidade (Nacho)

Moradores de Itu, que é abastecido pelo sistema Cantareira, enchem baldes com água em uma praça da cidade (Nacho)

DR

Da Redação

Publicado em 28 de outubro de 2014 às 20h38.

São Paulo - A presidente reeleita Dilma Rousseff afirmou, em entrevista nesta terça-feira ao SBT, que desde o início do ano sugeriu ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que ele tomasse medidas emergenciais para evitar a crise hídrica no Estado.

Ressaltando que tem uma relação de "alto nível" com o tucano, Dilma disse que o governo estadual fez um estudo que apontou que a situação era grave.

"Baseada nesse estudo, conversei e disse que achava a situação extremamente séria", disse. "Sugeri para ele fazer licitação e executar as medidas para impedir desabastecimento."

Segundo Dilma, o governo federal já liberou R$ 1,8 bilhão para financiar obras hídricas em São Paulo. Ela reconheceu, no entanto, "que isso não basta". "O quadro de São Paulo é mais grave", reforçou.

Depois de destacar que a responsabilidade constitucional sobre a questão da água não é da União e sim de Estados e municípios, Dilma afirmou que continua disposta a ajudar o governador.

"Na hora que governador de São Paulo pedir, a União estará pronta para ajudar, mas nós não podemos assumir a iniciativa", afirmou.

Durante a segunda etapa da campanha eleitoral, para tentar abalar a candidatura de Aécio Neves (PSDB), Dilma assumiu o discurso de que a crise hídrica em São Paulo era uma marca da "falta de planejamento e gestão" dos tucanos."

Petrobras

A presidente reeleita também disse, em entrevista ao jornal do SBT, que seu governo não vai criar obstáculos para que se investigue o escândalo da Petrobras.

"Tudo que for investigação da Petrobras pode ser feita, o governo não criará obstáculo", disse, destacando que desde que assumiu o primeiro mandato, as indicações para as diretorias da estatal foram técnicas.

"Passei a não deixar indicação política na Petrobras." Segundo ela, isso será mantido.

Sobre uma nova CPI para investigar os escândalos, a presidente repetiu que sua gestão não vai impor obstáculos, mas lembrou que muitas dessas investigações acabaram "em pizza".

E garantiu que será extremamente atenta para os desdobramentos dessa investigação da Petrobras, porque, se a impunidade for mantida, "você estará sancionando a corrupção".

E alfinetou a oposição ao dizer que não vai permitir "vazamentos seletivos estranhos que interessam a partidos."

Na entrevista, Dilma disse que falou hoje com o presidente dos EUA, Barack Obama, e disse que os dois irão se encontrar na reunião do G-20 na Austrália. Segundo ela, sua gestão irá adotar medidas para continuar com as relações estratégicas neste segundo mandato.

"Teremos uma agenda vastíssima, com questões econômicas e relativas à bitributação, acordos bilaterais, vamos tomar medidas para continuar com nossas relações, incluindo visitas de Estado e temos interesse enorme na área da inovação e ciência e tecnologia, nas operações de áreas estratégicas."

Ainda sobre os EUA, a presidente reeleita disse que pretende reverter o déficit comercial com aquele país. "É mais do que inverter, é uma relação ganho a ganho", emendou, dizendo que quer desenvolver uma série de potenciais junto aos EUA.

Sobre o episódio da espionagem, ela disse que "é obvio que vai ter que ter um acordo sobre isso para desanuviar a relação", mas disse que o imbróglio está bem encaminhado.

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