Brasil

Comissão do Senado discute alteração na correção do FGTS

Brasília - A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado deve discutir amanhã (13) projeto do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) que propõe alteração na fórmula de remuneração do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Atualmente, o FGTS tem correção de 3% ao ano, o que corresponde à metade da remuneração da poupança (6%) […]

EXAME.com (EXAME.com)

EXAME.com (EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 14 de outubro de 2010 às 14h19.

Priorizar nos meus resultados Google

Brasília - A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado deve discutir amanhã (13) projeto do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) que propõe alteração na fórmula de remuneração do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Atualmente, o FGTS tem correção de 3% ao ano, o que corresponde à metade da remuneração da poupança (6%) e fica bem abaixo da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,5% ao ano.

Para o autor do projeto, "essa diferença causa evidente prejuízo aos trabalhadores". Por isso, ele propôs que o FGTS seja corrigido pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação de famílias com renda de até 40 salários mínimos e serve de parâmetro para as correções oficiais.

A proposta já foi aprovada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, com emenda do senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) para que a correção seja feita com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda de até seis salários mínimos e que tem sido ligeiramente mais alto que o IPCA.

Garibaldi Alves Filho preside a CAE e é o relator do projeto. Se for aprovada, a proposta seguirá para debate na Câmara dos Deputados.

O governo já se manifestou contrário à mudança, de acordo com o vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa Econômica Federal, Wellington Moreira Franco.

Ele entende que o projeto aborda "uma questão que precisa ser debatida" para corrigir eventuais prejuízos aos trabalhadores. Ressalta, contudo, a preocupação de que a mudança possa reduzir a lucratividade do FGTS, que é a principal fonte de financiamento habitacional e de saneamento básico. Na sua opinião, "para mexer na correção é preciso pensar também no Sistema Financeiro da Habitação como um todo. Não dá para fazer mudanças por partes".

Acompanhe tudo sobre:GovernoreformasFGTS

Mais de Brasil

Lula pede ao TSE cassação da chapa de Flávio por abuso de poder econômico e favorecimento em redes

Lula supera Flávio Bolsonaro nas redes após debate sobre sigilos, diz Datrix

Comitê da ONU pede que Meta proteja liberdade de expressão nas eleições brasileiras

Lula aceita condições de Flávio para abrir sigilos, mas cobra dados de empresa ligada a Willer Tomaz