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Ceagesp perde produtos com enchente

Centro de distribuição de alimentos na capital paulista teve que fechar alguns galpões para limpar a lama das chuvas

A Ceagesp é a terceira maior central de abastecimento de alimentos do mundo (Fernando Moraes/Veja SP/Divulgação)

A Ceagesp é a terceira maior central de abastecimento de alimentos do mundo (Fernando Moraes/Veja SP/Divulgação)

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Da Redação

Publicado em 28 de fevereiro de 2011 às 20h22.

São Paulo – O temporal que atingiu a capital paulista ontem (27) prejudicou os comerciantes da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). Hoje (28), pela segunda vez no ano, comerciantes da terceira maior central de abastecimento de alimentos do mundo contabilizavam as perdas causadas pela enchente.

O galpão onde ficam as melancias foi afetado. Hoje ele não abriu para que funcionários do Ceagesp pudessem retirar toneladas da fruta que foram contaminadas pela água e também limpar a lama que tomou o local.

O comerciante João Cardoso dos Santos, dono da banca Frutas Express, disse que perdeu 30 toneladas de melancia com a chuva de ontem. Ele contou que sua barraca estava fechada na hora do temporal e as frutas iriam à venda hoje, mas os produtos foram perdidos.

“Além da fruta, perdi o dia. O pior que isso é sempre assim. Toda vez que chove forte, nós somos os mais prejudicados.”

Leandro Marcelo de Souza, da banca Terra Forte, disse que seu prejuízo só com as melancias perdidas chega a R$ 7,5 mil. Ao todo foram, 15 toneladas da fruta postas nos lixo devido à enchente. Sem trabalhar hoje, ele diz que perde mais R$ 10 mil.

“Aqui no Ceagesp, a gente vive de promessa, esperando uma solução”, afirmou ele. “No ano passado, foram três enchentes. Neste ano, esta é a segunda”.

No primeiro alagamento, em 11 de janeiro, o Ceagesp informou que 40 toneladas de melancia foram perdidas. Sobre a cheia de ontem, a companhia ainda não contabilizou a quantidade de produtos perdida nem o valor que representa.

A Ceagesp disse que todos os produtos atingidos pela enchente foram descartados. As frutas à venda no local estão livre de qualquer contaminação pela água da chuva.

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