Banco Central: o órgão divulgou nesta terça-feira, 13, o Boletim Focus (Pedro França/Agência Senado/Flickr)
Estagiária de jornalismo
Publicado em 13 de outubro de 2026 às 08h45.
Mercado eleva de 5,01% para 5,22% a projeção de inflação em 2026 e reduz a estimativa para a Selic de 13,50% para 13,25%; previsão para o PIB permanece em 1,85%, enquanto o dólar cai de R$ 5,20 para R$ 5,15
O mercado financeiro elevou de 4,90% para 5,22% a projeção para o IPCA de 2026 em um mês, enquanto manteve em 1,85% a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). A previsão para a taxa básica de juros, a Selic, caiu de 13,50% para 13,25% ao ano, e a estimativa para o dólar recuou de R$ 5,20 para R$ 5,15.
Os números fazem parte do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira, 13, com expectativas compiladas em 9 de outubro. O levantamento reúne as projeções de instituições financeiras para os principais indicadores da economia brasileira.
A revisão desta semana mostra alta da expectativa de inflação e redução das projeções para a Selic e o câmbio, enquanto a estimativa de crescimento econômico permaneceu estável.
A projeção para o IPCA, índice oficial de inflação, passou de 5,01% para 5,22% em 2026. Há quatro semanas, a mediana estava em 4,90%, indicando uma elevação de 0,32 ponto percentual no período.
Para o PIB, a expectativa de crescimento permaneceu em 1,85%. Há quatro semanas, o mercado projetava expansão de 1,89%.
Já a previsão para a Selic no fim de 2026 caiu de 13,50% para 13,25% ao ano. Há quatro semanas, a estimativa era de 13,75%.
No câmbio, a projeção para o dólar passou de R$ 5,20 para R$ 5,15. Um mês antes, a expectativa estava em R$ 5,20.
O relatório também reúne estimativas para o comportamento dos preços no curto prazo.
Para outubro de 2026, a projeção para o IPCA passou de 0,32% para 0,33%. Em novembro, a expectativa subiu de 0,34% para 0,35%.
Para dezembro, a estimativa permaneceu em 0,56%. Já a projeção para a inflação acumulada em 12 meses, calculada de forma suavizada, caiu de 4,59% para 4,48%.
Para 2027, a projeção para o IPCA permaneceu em 4,30%, enquanto a expectativa de crescimento do PIB ficou em 1,40%. A estimativa para o dólar caiu de R$ 5,28 para R$ 5,26, e a previsão para a Selic permaneceu em 12% ao ano.
Em 2028, a mediana para a inflação recuou de 3,80% para 3,79%. A expectativa para o PIB subiu de 1,81% para 1,83%, enquanto as projeções para o câmbio e a Selic ficaram em R$ 5,30 e 10,50% ao ano, respectivamente.
Para 2029, a previsão para o IPCA permaneceu em 3,50%, e a estimativa de crescimento econômico continuou em 2%. A projeção para o dólar caiu de R$ 5,33 para R$ 5,30, enquanto a expectativa para a Selic permaneceu em 10% ao ano.
Entre os demais indicadores, a projeção para o IGP-M de 2026 permaneceu em 5,27%, acima dos 4,54% estimados quatro semanas antes.
Para 2027, a expectativa ficou em 4,11%. Em 2028, a projeção recuou de 3,94% para 3,93%, enquanto para 2029 permaneceu em 3,80%.
A estimativa para o IPCA de preços administrados em 2026 subiu de 4,61% para 4,89%. Para 2027, a projeção ficou em 3,84%; para 2028, em 3,62%; e para 2029, em 3,50%.
A projeção para o déficit em conta corrente de 2026 permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2027, a expectativa continuou em déficit de US$ 59,30 bilhões. Já para 2028, a estimativa passou de US$ 63 bilhões para US$ 63,10 bilhões, e para 2029 subiu de US$ 62,31 bilhões para US$ 62,60 bilhões.
Na balança comercial, a previsão para 2026 aumentou de US$ 78,30 bilhões para US$ 78,88 bilhões. Para 2027, permaneceu em US$ 79 bilhões. Em 2028, a estimativa caiu de US$ 79 bilhões para US$ 78 bilhões, enquanto para 2029 recuou de US$ 80 bilhões para US$ 79 bilhões.
A expectativa para o investimento direto no país ficou em US$ 80 bilhões em 2026. Para 2027, a projeção subiu de US$ 79 bilhões para US$ 79,25 bilhões. Em 2028 e 2029, permaneceu em US$ 80 bilhões.
No cenário fiscal, a mediana para a dívida líquida do setor público em 2026 permaneceu em 70% do PIB. Para 2027, a estimativa subiu de 73,75% para 73,90% do PIB; para 2028, passou de 76,46% para 76,50%; e, para 2029, aumentou de 79,05% para 79,08%.
O mercado elevou a projeção para o IPCA de 2026 de 5,01% para 5,22% e reduziu a estimativa para a Selic de 13,50% para 13,25%. A previsão para o PIB permaneceu em 1,85%, enquanto a estimativa para o dólar caiu de R$ 5,20 para R$ 5,15.
A mediana das expectativas para o IPCA de 2026 subiu para 5,22%. Há quatro semanas, a estimativa era de 4,90%.
O mercado reduziu a projeção para a Selic de 13,50% para 13,25% ao ano. Há quatro semanas, a expectativa estava em 13,75%.
A projeção para o crescimento do PIB brasileiro em 2026 permaneceu em 1,85%.
A estimativa para o câmbio caiu de R$ 5,20 para R$ 5,15 por dólar.
É um levantamento divulgado pelo Banco Central que reúne as expectativas de instituições financeiras para indicadores da economia brasileira, como inflação, PIB, câmbio e taxa Selic.