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Os 5 temas em alta no agronegócio

Financiamento, logística, ESG, geopolítica e digitalização são assuntos que estão no centro da discussão de produtores em todo o Brasil

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Financiamento, logística, ESG, geopolítica e digitalização são assuntos que estão no centro da discussão de produtores em todo o Brasil   (Getty Images/Getty Images)

Financiamento, logística, ESG, geopolítica e digitalização são assuntos que estão no centro da discussão de produtores em todo o Brasil (Getty Images/Getty Images)

Diferentes discussões, dentro e fora do País, refletem na tomada de decisão do produtor brasileiro. A depender do cenário macroeconômico e da disponibilidade de armazenagem, por exemplo, o empresário rural decide se vende os grãos, os mantém no silo ou trava o preço para entregá-los a posteriori. O dinamismo da gestão também está ligado intrinsicamente ao clima, que pode definir a velocidade de plantio ou colheita, a contratação de um seguro rural e a rentabilidade diante de uma possível quebra de safra.

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Em um ambiente complexo entre política, economia e clima, cinco temas têm estado no centro das decisões dentro e fora da porteira:

  • Financiamento da safra
  • Armazenagem e logística
  • Práticas ESG
  • Conectividade e digitalização
  • Geopolítica

Financiamento da safra

Mesmo sem saber de quanto será a verba disponibilizada pelo governo federal no Plano Safra, o financiamento do calendário agrícola se mantém ativo, com alternativas independentes ao aporte público. A cada ano que passa, o agronegócio recorre a mecanismos como Cédula do Produtor Rural (CPR), Fiagro e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) para financiar recordes de produtividade em um cenário de aumento global da demanda por alimentos.

Diante da expansão do volume com plantio e colheita em expansão, a compra de insumos, maquinário e estruturas de pós-colheita não espera somente o recurso liberado pelo governo.

Leia também: Fiagro: um mercado de R$ 200 bilhões em expansão

Armazenagem e logística

De acordo com estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção para a safra da soja e milho 2022/2023 será de 312,5 milhões de toneladas. Embora a safra recorde seja vista como positiva, a falta de espaço para armazenar estes grãos preocupa empresários rurais. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o déficit de armazenagem do Estado permanece em patamar próximo à metade daquilo que é produzido em grãos, ou seja, cerca de 20 milhões de toneladas.

Sem alternativas para armazenar a produção, é necessário colher a safra e entregar a um entreposto de recebimento e o maior volume ofertado derruba a cotação dos produtos e reduz as margens dos produtores. “Entra safra e sai safra e o problema só agrava. Maior produtor de grãos do país, Mato Grosso não tem como armazenar o que produz. Aprosoja-MT constantemente cobra do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAP) taxas de juro e volume de recursos adequados a atender pequenas e médias propriedades", afirma Fernando Cadore, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT).

Práticas ESG

As práticas ESG em toda a cadeia produtiva ganham proporção à medida que consumidores internos e importadores mostram maior interesse em conhecer a origem dos alimentos. Para haver transparência nos pilares social, ambiental e de governança, o agronegócio discute cada vez mais a agricultura de baixo carbono, o uso de insumos biológicos e o avanço do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para cumprir com o Programa de Regularização Ambiental e, consequentemente, estar em dia com o Código Florestal.

Conectividade e digitalização

A inovação tem sido cada vez mais importante para o agronegócio brasileiro manter sua posição de liderança no cenário internacional. A imersão de produtores rurais em tecnologias que viabilizam rastreabilidade, como blockchain e IoT, e a conectividade que permite acompanhar o funcionamento de máquinas agrícolas em tempo real são alguns exemplos que mostram como os profissionais brasileiros investem na digitalização das fazendas para aprimorar a produtividade.

Geopolítica

A viagem do presidente Lula à China, que resultou no acordo sobre exportação de proteína processada ao país asiático, o encontro entre o chanceler russo Serguei Lavrov e o ministro do Itamaraty Mauro Vieira sobre o fornecimento de fertilizantes químicos e a seca na Argentina abrindo espaço para a exportação brasileira de grãos dão o tom da relevância das discussões geopolíticas para o agronegócio brasileiro.

Diante de tantos acontecimentos, como o Brasil se prepara para manter a relevância nas exportações para diferentes continentes? Estas e outras questões serão discutidas no evento SuperAgro, que acontecerá dia 30 de maio, em São Paulo. Na ocasião também será apresentado estudo inédito da consultoria McKinsey e uma recente pesquisa da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag). Os ingressos para participar do SuperAgro já estão disponíveis.

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