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Bitcoin: entenda como o ouro 2.0 pode “acabar” daqui a um século

Especialista da EXAME Research explicou por que o ativo pode ser considerado o ouro digital; confira assinatura Research e curso Academy sobre o tema

O bitcoin surgiu em 2008 como o primeiro dinheiro digital descentralizado que ganhou representatividade global. A criptomoeda surgiu com a proposta de ser um dinheiro de pessoa para pessoa, mas com o passar do tempo ganhou outras dimensões. Na live “Bitcoin: O Ouro 2.0”, Nicholas Sacchi explicou como a criptomoeda mais famosa se tornou uma espécie de ouro digital.

Com o passar dos anos, os metais passaram a ser utilizados como representação de valor para trocas entre pessoas, antes disso, as trocas eram feitas com as próprias mercadorias. A humanidade foi encontrando representações de valor que fossem mais fáceis de serem utilizadas. E as primeiras opções foram os metais menos nobres, até que se chegou ao ouro como moeda. Por ser um metal escasso, fazia sentido usá-lo como unidade de valor ao longo do tempo.

E funcionou. O ativo se manteve como uma reserva de valor e símbolo de segurança contra a desvalorização, usado para proteger o patrimônio. "A escassez ao longo do tempo se provou um excelente substituto para a confiança. Quando você faz transações em uma economia, está sujeito a confiar em instituições como bancos centrais. Mas se você tem um ativo escasso, ele tem um valor maior e traz essa ideia de confiança”, explica o especialista de criptomoedas da EXAME Research.

Para Sacchi, o primeiro elemento que configura o bitcoin como o ouro digital é a escassez. A moeda é o primeiro ativo a replicar o conceito de escassez no ambiente digital. A política de emissão é estabelecida no código do bitcoin e determina que ao todo vão existir apenas 21 milhões de unidades da moeda. “Isso faz com que o bitcoin seja ainda mais escasso do que o ouro. O próprio código de protocolo determina uma quantidade limite para extração que você pode ter diariamente. A cada quatro anos o limite da emissão diária deve cair pela metade, segundo o código”, diz o analista.

A ideia é que por esse ritmo de emissão todos os bitcoins sejam extraídos do protocolo até o ano de 2141. “O curioso é que até 2040, cerca de 99% das unidades já terão sido mineradas. Isso não significa que o bitcoin vai acabar, só significa que novos bitcoins não serão mais criados, dado que ele atingiu o limite máximo de sua oferta”, afirma Sacchi.

Nesse cenário, a escassez digital acaba se tornando superior à escassez física. Conforme há avanços tecnológicos na indústria de mineração, existe a possibilidade de extrair minério de jazidas que não eram exploráveis. Além disso, se há o aumento da demanda, as mineradoras podem acelerar a extração do minério, então a escassez física acaba sendo relativa.

“O bitcoin, por outro lado, tem a escassez cravada em pedra, no código. É uma escassez mais clara e determinada, mesmo sendo digital, do que a de outros tipos de commodities”, disse Sacchi durante a live. Outra vantagem da criptomoeda é que o ativo pode ser facilmente transferido e transportado para qualquer lugar do mundo em questão de minutos. Transportar 2 milhões de reais em barras de ouro teria um custo muito maior de logística.

“A projeção de longo prazo do mercado para o bitcoin é de valorização. Por ser um ativo escasso e cada vez mais procurado como um mecanismo de reserva de valor, a tendência é de apreciação. Isso é uma simples consequência dos mecanismos de mercado. Se temos uma oferta limitada e uma demanda se expandindo, é natural projetar uma valorização do ativo”, conclui o analista.

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