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WhatsApp terá de explicar mudança na política de privacidade, diz UE

Compartilhamento de dados com Facebook e subsidiárias da Meta preocupa órgão europeu, que deu prazo até o final de fevereiro para uma resposta da empresa

 (Bloomberg/Getty Images)

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Por Foo Yun Chee (Reuters)

27 de janeiro de 2022, 15h13

O WhatsApp recebeu prazo até o final de fevereiro para explicar as mudanças em sua política de privacidade e se ela está em conformidade com as leis de proteção ao consumidor da União Europeia após reclamações de grupos de consumidores, informou a Comissão Europeia nesta quinta-feira, 27.

A Organização Europeia do Consumidor (BEUC) e oito de seus membros levaram suas queixas ao órgão executivo do bloco e à rede europeia de autoridades do consumidor, dizendo que o WhatsApp estava pressionando injustamente os usuários a aceitar sua nova política de privacidade, que permite o compartilhamento de alguns dados com o Facebook e outras empresas do grupo Meta.

O comissário de Justiça da União Europeia, Didier Reynders, disse que compartilha as preocupações e pediu ao WhatsApp para esclarecer a política e se ela está em conformidade com a lei de proteção ao consumidor da União Europeia.

"O WhatsApp tem até o final de fevereiro para nos retornar com compromissos concretos sobre como eles vão abordar nossas preocupações", disse Reynders em comunicado.

As áreas de preocupação incluem se a empresa fornece informações suficientes sobre seus novos termos de serviço e se suas notificações solicitando aos usuários que aceitem os novos termos e a política de privacidade são justas.

A Comissão disse que também estava preocupada com a troca de dados pessoais dos usuários entre o WhatsApp e terceiros ou outras empresas da Meta.

"Estamos ansiosos para explicar à Comissão Europeia como protegemos a privacidade de nossos usuários em conformidade com nossas obrigações sob a lei da União Europeia", disse um porta-voz do WhatsApp.