São Paulo admite falhas no abastecimento de água por "grave" seca

O volume de água do Sistema Cantareira alcançou o mínimo histórico de 4,5%, e as autoridades já solicitaram acesso para usar a segunda cota do volume morto

As autoridades de São Paulo admitiram pela primeira vez nesta quarta-feira que existem problemas de abastecimento de água em alguns pontos do estado como consequência da histórica seca que afeta à região.

O volume de água do Sistema Cantareira, o principal reservatório da região metropolitana de São Paulo e que abastece 6,5 milhões de habitantes, alcançou o mínimo histórico de 4,5%, e as autoridades já solicitaram acesso para usar a segunda cota do volume morto.

Apesar de a situação já ter sido denunciada semanas atrás por moradores de diferentes bairros da cidade, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) reconheceu apenas hoje problemas para o abastecimento em alguns pontos.

"As altas temperaturas dos últimos dias provocaram aumento do consumo que, associado às medidas operacionais para levar água de outros sistemas a bairros originalmente atendidos pelo Cantareira, prejudicou o abastecimento em alguns pontos altos e distantes", ressaltou a Sabep em comunicado.

A companhia encorajou a população a continuar reduzindo seu consumo a fim de poder enfrentar o que qualificou como "a seca mais grave da história" de São Paulo. Acredita-se que a partir de novembro a situação possa ser revertida.

De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o nível dos reservatórios do sudeste e centro-oeste poderia chegar ao final de outubro a 19,9% de sua capacidade, número ainda menor do que o registrado durante o ano do racionamento (21,3 %), em 2011. No entanto, apesar do baixo nível do volume de água, o governo descartou em mais de uma ocasião um possível racionamento de energia.

 

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