Prefeitura de Fukushima analisará radiação no oceano

Prefeitura de Fukushima analisará por conta própria radiação no oceano

Tóquio - A prefeitura de Fukushima (Japão), onde se localiza a usina nuclear que sofreu um acidente após um terremoto e um tsunami em 2011, irá analisar por conta própria o impacto dos vazamentos radioativos da central.

Um novo vazamento de água contaminada foi detectado hoje na usina. Funcionários da prefeitura realizaram nesta quinta-feira uma reunião de emergência depois que a operadora da central, a Tokyo Electric Power (Tecpo), informou que 430 litros de água contaminada vazaram de outro tanque de armazenamento e que uma parte provavelmente foi parar no mar em frente à usina.

Durante o encontro, um funcionário responsável pela política nuclear anunciou que a prefeitura tentará começar a medir a radiação a partir de amanhã, segundo a emissora "NHK".

A Tepco já faz uma análise de água perto da usina, enquanto a Autoridade de Regulação Nuclear (NRA) do Japão anunciou em setembro que realizaria um estudo no fundo do leito marinho em 60 mil pontos situados até a 50 quilômetros da central. Os resultados desta análise será divulgado no ano que vem.

Durante a reunião de hoje, o governador da província de Fukushima, Yuhei Sato, lembrou que o vazamento ocorreu pouco depois do presidente da Tepco, Naomi Hirose, assegurar que a gestão de água contaminada seria a principal prioridade da operadora.

Sato disse que agora dúvida da honestidade de Hirose e criticou duramente a Tepco. Além dos vazamentos detectados nos tanques de armazenamento, que servem para guardar a água usada para esfriar os reatores, estima-se que 300 toneladas de líquido radioativo acumulado no subsolo da usina escapem diariamente para o oceano.

Este acúmulo é a soma da água do sistema de refrigeração, que vaza para os porões da usina, e dos canais subterrâneos, que entram pelas instalações da central devido aos danos estruturais provocados pelo terremoto e o tsunami.

Para poder resolver o problema da grande quantidade de água acumulada na central, a operadora reiniciou nesta semana os testes de um novo sistema para eliminar grande parte dos materiais radioativos

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