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Pentágono nomeia seu 1º cibercomandante nos EUA

O comando foi criado dentro da estratégia sobre segurança cibernética anunciada no ano passado pelo presidente Barack Obama

Missão será reforçar a proteção dos sistemas de informação do Departamento de Defesa americano  (.)

Missão será reforçar a proteção dos sistemas de informação do Departamento de Defesa americano (.)

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Da Redação

21 de maio de 2010, 21h45

Washington - O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, nomeou hoje o primeiro "cibercomandante" do Pentágono, que será responsável por um comando especial criado recentemente para reforçar a segurança das redes de informação militares.

O general do Exército Keith Alexander, agora ex-diretor da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês), estará à frente do comando, que começará a funcionar antes de outubro deste ano, informou o Pentágono.

O comando foi criado dentro da estratégia sobre segurança cibernética anunciada no ano passado pelo presidente dos EUA, Barack Obama, para a luta do Governo contra os crimes na internet e o roubo de informação confidencial.

Dependente do Comando Estratégico dos EUA, com sede em Fort Meade, no estado de Maryland, tem como missão reforçar a proteção dos sistemas de informação do Departamento de Defesa americano diante da ameaça de espionagem cibernética.

"Dada nossa dependência cada vez maior do ciberespaço, este novo comando reunirá os recursos do departamento para tratar as vulnerabilidades e antecipar-nos às cada vez maiores ameaças às informações de nossos sistemas militares", disse Gates, em uma breve cerimônia em Fort Meade.

O Pentágono informou que a criação do comando não é uma expansão da missão do Departamento de Defesa, mas se encarregará de reunir e integrar todos os recursos existentes para proteger as redes de potenciais ataques sob um só comando.

A força será formada por mais de 21 mil soldados e civis, sem que isto represente um aumento no número de oficiais do Exército, e será financiada com os recursos fiscais já atribuídos ao Pentágono.