Tecnologia

Obama defende programas de espionagem

Washington - O presidente dos Estados Unidos Barack Obama reiterou sua defesa da atuação da Agência de Segurança Nacional americana (NSA) nesta segunda-feira, mas...

obama espionagem (Reuters)

obama espionagem (Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 3 de setembro de 2013 às 13h28.

Priorizar nos meus resultados Google

Washington - O presidente dos Estados Unidos Barack Obama reiterou sua defesa da atuação da Agência de Segurança Nacional americana (NSA) nesta segunda-feira, mas destacou as diferenças em relação à administração de George W. Bush, em especial do ex-vice-presidente Dick Cheney.

"Algumas pessoas dizem: 'Obama era esse liberal convicto antes e agora é como Dick Cheney'", afirmou o atual presidente americano durante uma entrevista para a emissora "PBS".

"Cheney às vezes dizia: 'Ok, vamos com tudo'. Minha preocupação sempre foi não que não exista coleta de informações para prevenir atos de terrorismo, mas sim estabelecer um sistema de monitoramento e revisão", disse Obama, em uma tentativa de se afastar das políticas da administração anterior.

O presidente reiterou na entrevista os argumentos de sua administração depois que Edward Snowden, ex-técnico da CIA e da NSA, divulgou no início do mês a existência de dois programas secretos que o governo supostamente utilizava para espionar registros telefônicos e dados digitais de milhões de usuários.

Nesse sentido, Obama reiterou a importância do trabalho das agências de inteligência e insistiu que graças a elas foram evitados ataques terroristas.

"Uma das coisas que as pessoas deveriam entender sobre todos estes programas é que eles nos ajudaram a descobrir planos terroristas, não só nos EUA, mas também no exterior", ressaltou.

A entrevista foi gravada no domingo pela tarde na Casa Branca, pouco antes da viagem de Obama para a Irlanda do Norte para a cúpula do G8 que acontece hoje e amanhã.

"Continuo achando que não temos que sacrificar nossa liberdade para garantir a segurança. Esse é um falso dilema", disse o presidente.

"Eu vejo que o meu trabalho consiste tanto em proteger os americanos como o modo de vida americano, o que inclui a sua privacidade" ·

Com isso, reiterou a "transparência" destes programas que incluem a supervisão de organismos independentes e informam pontualmente o congresso.

Também disse que os programas não foram criados para gravar conversas, apenas fazem a associação de números telefônicos, e rejeitou a figura de um "Big Brother" que vigia todos os e-mails e ligações.

"O que pedi à comunidade de inteligência é que analise o quanto desta informação pode ser desclassificada sem comprometer o programa", afirmou Obama.

Além disso, anunciou sua intenção de se reunir em breve com um conselho de supervisão da privacidade e das liberdades civis para estudar modos para equilibrar as necessidades de vigilância e o respeito ao direito à privacidade.

Acompanhe tudo sobre:Países ricosEstados Unidos (EUA)EspionagemINFOseguranca-digital

Mais de Tecnologia

Com troca de controle, CEO do Inner Circle vê nova chance para enfrentar crise dos apps de namoro

Como funciona uma das máquinas mais complexas do mundo e que fabrica chips de IA

Robôs aspiradores que passam pano: o que muda entre os baratos e os mais caros

Placa de vídeo e RAM: como saber se seu PC já roda IA e deixar de pagar ChatGPT ou Claude