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Laboratório submarino pretende revolucionar pesquisa oceânica

Financiado pelo governo francês, SeaOrbiter quer ser para os mares o que a Estacão Internacional é para o espaço

SeaOrbiter (Divulgação)
DR

Da Redação

Publicado em 3 de novembro de 2014 às 08h36.

Começa em dezembro na França a construção de um navio que promete mudar a maneira como a exploração e o estudo dos oceanos é realizado.

Desenhado pelo arquiteto francês Jaques Rougerie, o SeaOrbiter pretende ser um laboratório em movimento, equipado com a tecnologia mais avançada existente.

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A construção do barco irá começar no final deste ano e deve ser completada em 2016.

Dos 50 milhões de dólares investidos no projeto, 95% do valor veio do governo da França e da iniciativa privada.

O último 1% do projeto foi financiado por um site de crowdfunding, que conseguiu arrecadar mais do que os 325 mil euros inicialmente previstos.

De acordo com seu criador, o principal objetivo do navio é pesquisar a biodiversidade e o clima dos oceanos, além de dar às pessoas a real noção de como os mares são vitais para o bem-estar da Terra.

Entre os projetos já previstos para as viagens do SeaOrbiter, está a análise química dos mares, a busca por novas espécies de vida, o mapeamento do solo oceânico e até expedições arqueológicas submarinas.

Para isso, o SeaOrbiter terá 12 andares, seis deles abaixo do nível da água, permitindo a observação ininterruputa do que acontece no fundo do mar.

A construção do barco de 2 600 toneladas foi feita com sealium, uma espécie de alumínio reciclável feito para resistir mais tempo sob condições marinhas.

Apesar de lembrar a Enterprise, nave espacial da série Star Trek, a principal inspiração para a construção e desenvolvimento do SeaOrbiter foi a Estação Espacial Internacional. A intenção dos criadores é tornar o navio um laboratório para aplicações úteis para a vida na terra, assim como a ISS.

No total, 22 tripulantes poderão ficar a bordo do SeaOrbiter, que fará viagens com duração entre três e seis meses.

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