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Ford se prepara para chegada de montadoras chinesas aos EUA em até uma década, diz CEO

Farley é uma das vozes mais ativas do setor ao alertar sobre a competitividade de gigantes chinesas como a BYD

Ford: Farley é uma das vozes mais ativas do setor (Bill Pugliano/Getty Images)

Ford: Farley é uma das vozes mais ativas do setor (Bill Pugliano/Getty Images)

Naty Falla
Naty Falla

Repórter

Publicado em 30 de julho de 2026 às 16h40.

Última atualização em 30 de julho de 2026 às 16h44.

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O CEO da Ford, Jim Farley, disse a funcionários, nesta quinta-feira, 30, que a montadora se prepara para a entrada de fabricantes chineses no mercado americano nos próximos cinco a dez anos. A informação foi confirmada à Reuters por três pessoas que acompanharam a reunião.

Como resposta a essa "ameaça", a Ford prepara o lançamento de uma nova linha de veículos elétricos acessíveis, desenvolvida do zero para rivalizar em custo e eficiência com os modelos chineses.

Durante a sessão de perguntas e respostas do encontro, Farley e outros líderes da montadora indicaram que o cenário mais provável é que as chinesas chegassem ao mercado americano na parte final desse intervalo, mais perto de dez anos do que de cinco, mesmo com as diversas barreiras comerciais impostas atualmente pelos Estados Unidos a veículos produzidos na China.

Farley é uma das vozes mais ativas do setor ao alertar sobre a competitividade de gigantes chinesas como a BYD.

A declaração acontece em um momento em que o Senado dos Estados Unidos discute aumentar as restrições de venda de carros chineses no país, o segundo maior e mais lucrativo mercado automotivo do mundo.

Ainda segundo a Reuters, a Ford, sediada em Dearborn, Michigan, já havia alertado antes que a China estava "à porta" dos Estados Unidos, mas nunca com um horizonte de tempo tão definido quanto o apresentado nesta quinta.

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