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Estudo nega que cigarros eletrônicos ajudam a deixar o fumo

Estudo nega que o uso de cigarros eletrônicos esteja associado a maiores taxas de abandono do tabaco ou a reduções de seu consumo


	Pessoa fuma cigarro eletrônico: cigarros eletrônicos são promovidos como uma ferramenta para deixar de fumar e foram realizadas diferentes pesquisas sobre sua efetividade
 (Kenzo Tribouillard/AFP)

Pessoa fuma cigarro eletrônico: cigarros eletrônicos são promovidos como uma ferramenta para deixar de fumar e foram realizadas diferentes pesquisas sobre sua efetividade (Kenzo Tribouillard/AFP)

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Da Redação

Publicado em 15 de julho de 2014 às 13h56.

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Washington - Um estudo científico divulgado nesta segunda-feira nega que o uso de cigarros eletrônicos esteja associado a maiores taxas de abandono do tabaco ou a reduções de seu consumo.

O trabalho, realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Francisco e publicado na revista "JAMA Internal Medicine", rejeita uma vinculação entre o consumo dos cigarros eletrônicos e o do tabaco convencional.

As autoras do estudo analisaram os dados de 949 fumantes, 88 dos quais eram também fumantes de cigarros eletrônicos, para determinar se estes dispositivos que não têm tabaco e nos quais se inala nicotina líquida e outros produtos químicos vaporizados influem no consumo de tabaco.

O baixo número de usuários destes dispositivos que participaram do estudo pode ter afetado à capacidade das pesquisadoras de encontrar uma associação entre o uso de cigarros eletrônicos e o abandono do tabagismo, reconhecem as autoras no estudo.

Os cigarros eletrônicos são promovidos como uma ferramenta para deixar de fumar e foram realizadas diferentes pesquisas sobre sua efetividade, mas chegaram a resultados contraditórios.

O estudo da Universidade da Califórnia conclui que o uso de cigarros eletrônicos não estava relacionado com o abandono do tabagismo nem com uma mudança no consumo de tabaco, um ano após começar a utilizar estes dispositivos.

Além disso, destaca que as mulheres, os jovens e as pessoas com menores níveis de educação são os setores de população que mais utilizam os cigarros eletrônicos.

"Infelizmente, a evidência de se os cigarros eletrônicos ajudam os fumantes a deixar de fumar é contraditória e pouco conclusiva", explicou o subdiretor da "JAMA Internal Medicine", Mitchell H. Katz, em comunicado.

Katz acrescentou que Rachel Grana, a diretora do estudo, e suas colegas "aumentam o peso das provas que indicam que os cigarros eletrônicos não estão associados a maiores taxas de abandono do hábito de fumar".

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