Tecnologia

Depois de recordes nas receitas, Microsoft e Google testam novos limites

As duas gigantes apresentam nesta terça-feira os resultados relativos ao primeiro trimestre de 2022

Satya Nadella, CEO da Microsoft, e Sunar Pichai, CEO do Google: ações com mau desempenho no acumulado do ano (Foto/Reprodução)

Satya Nadella, CEO da Microsoft, e Sunar Pichai, CEO do Google: ações com mau desempenho no acumulado do ano (Foto/Reprodução)

Apesar da venda do Twitter ter movimentado o mercado de tecnologia nas últimas semanas, no acumulado do ano, e levando em conta os índices S&P 500 e Nasdaq 100, as ações das big techs não estão em um bom momento.

Nesta terça-feira, 26, Google e Microsoft trazem os resultados do primeiro balanço trimestral do ano e os investidores estarão atentos à orientação futura para os negócios destas companhias, que, no fechamento de 2021, apresentaram receitas recordes.

No caso da Alphabet, que comanda o Google, os analistas esperam um EPS de US$ 25,63 sobre receita de US$ 68,13 bilhões. Para referência, nos últimos seis trimestres, o histórico da empresa foi de superar com folga as previsões, com o preço de suas ações ficando mais alto no dia seguinte ao anúncio em todas as ocasiões.

Obviamente, o desempenho passado não é um indicativo de resultados futuros, mas ressalta-se aqui que a companhia tem mantido o crescimento dos serviços em nuvem e que agora avança na disponibilização corporativa de ferramentas de inteligência artificial, como o monitor de rotas para entregas de compras online.

Em termos de resultados financeiros, o destaques devem se concentrar na receita de publicidade do buscador e do YouTube, em meio aos ventos contrários do conflito Rússia-Ucrânia e da forte concorrência do TikTok.

Para a Microsoft, os investidores esperam um ESP de US$ 2,18 sobre receita de US$ 49,03 bilhões. Nesse caso, é importante observar o desempenho do negócio “Intelligent Cloud”, que contém as marcas Azure, GitHubt e Windows Server, e que apresenta uma forte trajetória de crescimento em meio à intensa concorrência de nuvens como o Google Cloud, IBM e Oracle.

Os resultados da unidade "More Personal Computing", que inclui Windows, publicidade, dispositivos e jogos, também serão fundamentais, mas mais importantes serão os comentários prospectivos sobre o que a empresa vai fazer após o acordo de compra de US$ 75 bilhões da Activision Blizzard.

O aumento da inflação, os gargalos de oferta e o enfraquecimento dos gastos do consumidor são ventos contrários que podem pesar na seara de software doméstico, o segundo maior gerador de receita da empresa.

Os dados de hoje devem deixar mais claro como isso está minando o crescimento da companhia e o que a liderança de Satya Nadella fará para limitar esse impacto negativo.

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