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Colapso de startup pode prejudicar 10 milhões de clientes nos EUA

A realidade da Synapse agora passa por liquidar todos os seus ativos, num movimento que pode levar clientes para essa crise

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 27 de maio de 2024 às 07h23.

No ano passado, o cenário promissor para as fintechs começou a se desfazer à medida que o financiamento de capital de risco ficou apertado. Hoje, temos um cenário bem diferente.

A falência da fintech Synapse é talvez a situação mais dramática que está acontecendo agora. Embora certamente não seja a única má notícia, ela mostra como as coisas podem ser traiçoeiras para o mundo das fintechs. Os problemas da Synapse prejudicaram e derrubaram outras startups e afetaram consumidores em todo o país.

Mas quais são os negócios da Synapse?

A empresa com sede em São Francisco operava um serviço que permitia que outras (principalmente fintechs) incorporassem serviços bancários em seus negócios. Por exemplo, um provedor de software especializado em folha de pagamento usou a Synapse para fornecer um recurso de pagamento instantâneo; outros usavam-no para oferecer cartões de crédito/débito especializados.

Com base nos registros da Synapse, cerca de 100 fintechs e 10 milhões de clientes finais podem ter sido impactados pelo colapso da empresa, estimou o observador do setor e autor do Fintech Business Weekly Jason Mikula em um comunicado ao TechCrunch.

De acordo com o site, até o ano passado, ela fornecia esses tipos de serviços como intermediária entre o parceiro bancário Evolve Bank e a startup de banco de negócios Mercury. Isso até esses dois decidiram trabalhar diretamente uma com a outra e cortar a Synapse como intermediário. A Synapse levantou um total de pouco mais de US$ 50 milhões em capital de risco, incluindo rodada de US$ 33 milhões em 2019.

A startup oscilou em 2023 com demissões e entrou com pedido de Chapter 11 em abril deste ano (semelhante à recuperação judicial) na esperança de negociar seus ativos na faixa de US$ 9,7 milhões para outra fintech, a TabaPay. Esta, porém, não quis e a Synapse culpou Evolve e Mercury pela negócio frustrado.

Segundo o TechCrunch, a realidade da Synapse agora passa por liquidar todos os seus ativos, num movimento que pode levar startups e clientes para essa crise. Um exemplo: o banco Copper, direcionado para adolescentes e cliente da startup, teve que descontinuar suas contas e seus cartões em 13 de maio por causa das dificuldades da Synapse. Ainda não se sabe o número de pessoas atingidas por isso - famílias que agora ficaram sem acesso aos fundos que haviam depositado de forma confiável nas contas da Copper.

Por sua vez, a Copper diz que ainda está operacional e tem outro produto, seu aplicativo de educação financeira Earn, que não foi afetado e está indo bem. Ainda assim, agora está trabalhando para direcionar seus negócios para um produto bancário familiar em parceria com outros bancos americanos, ainda sem nome, e que espera lançar ainda este ano.

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