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Com nova avaliação de US$ 29 bilhões, ChatGPT pode se tornar a startup mais valiosa dos EUA

Criador da empresa estuda nova rodada que pode chegar em US$ 300 milhões em venda de ações

Sam Altman, CEO da OpenAI: nova oferta de ações à vista (Kevin Dietsch/Getty Images)

Sam Altman, CEO da OpenAI: nova oferta de ações à vista (Kevin Dietsch/Getty Images)

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André Lopes

6 de janeiro de 2023, 16h17

Sam Altman, CEO da OpenAI, o laboratório de pesquisa de inteligência artificial por trás do ChatGPT, está estudando um nova venda de ações que avaliaria a empresa em cerca de US$ 29 bilhões, segundo apurou o Wall Street Journal.

Se a oferta pública atingir esse valor, a startup se tornaria uma das mais valiosas dos EUA, ainda que sua receita atual seja incipiente.

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As empresas de capital de risco Thrive Capital e Founders Fund estão em negociações para investir no negócio, acordo que por fim totalizaria pelo menos US$ 300 milhões em venda de ações.

O contrato está estruturado como uma oferta pública, com os investidores comprando ações de acionistas existentes. Nessa modalidade, seriam vendidas ações que hoje pertencem a funcionários, por exemplo.

Com isso, o novo acordo praticamente dobraria o valor da OpenAI em relação a uma oferta anterior, concluída em 2021, quando a OpenAI foi avaliada em cerca de US$ 14 bilhões.

De lá pra cá, a jovem startup lançou uma série de produtos baseados em inteligência artificial e que chamaram a atenção do público, incluindo o programa de geração de imagens Dall-E 2 e o viral chatbot ChatGPT.

Se o cenário se confirmar, a OpenAI seria uma das poucas startups capazes de levantar dinheiro nessas proporções no receoso mercado de tecnologia.

Mas há um motivo por de trás da confiança dos investidores. A sólida Microsoft apadrinha a empresa e também estuda aumentar seu investimento — hoje na casa de US$ 1 bilhão.

O motivo: a OpenAI é um aposta para que seu mecanismo de busca Bing finalmente faça frente ao Google.