"50 startups": a CargoX superou a pandemia e quer crescer 40% em 2021

A "Uber dos caminhões" sofreu nos primeiros meses do ano passado, mas se recuperou e já prevê até em um IPO em seu futuro

CargoX terminou 2020 com crescimento de 18% em seu negócio, que já tinha faturamento próximo de 500 milhões de reais em 2018. Pode não parecer alto, já que startups costumam se orgulhar de crescimentos que beiram os três dígitos. Mas para uma empresa que atua com logística e transportes, finalizar o ano com números positivos é um alento. Para 2021, a previsão é bem diferente.

“A primeira metade do ano foi uma bagunça. Começamos a crescer somente no segundo semestre”, diz Federico Vega, fundador e presidente da CargoX, na seleção das 50 startups que estão mudando o Brasil. Fundada em 2013 e apelidada de “Uber dos caminhões” por conectar companhias que precisam de frete com transportadoras, a CargoX foi uma das empresas diretamente afetadas pela crise do novo coronavírus.

Com 45.000 caminhoneiros autônomos e 20.000 transportadoras cadastradas em sua plataforma, a CargoX oferece um aplicativo que permite conectar transportadoras com clientes que precisam realizar entregas. A ideia é impedir que os caminhões rodassem sem carga pelas estradas, diminuindo os custos. Entre os clientes estão Ambev, Unilever, Votorantim, além de outras gigantes do mercado.

De acordo com o Vega, os efeitos da pandemia geraram um impacto negativo nos negócios do setor de transportes durante os primeiros meses de 2020, principalmente por conta do embaraço aduaneiro em relação às cargas vindas da China. Em março do ano passado, a startup já reportava uma queda de 25% na demanda dos caminhões com origem e destino aos principais portos do país.

Mas há o outro lado desta história. A CargoX viu a digitalização do setor de tornar mais necessária do que nunca. Com mais de 920 milhões de reais captados de fundos de investimento, a companhia já havia lançado o seu próprio marketplace para facilitar as tratativas entre empresas e transportadoras. Foi uma aposta certeira num momento em que o país inteiro entrava em quarentena.

O plano deu certo e a companhia conseguiu se recuperar no segundo semestre. Para 2021, o plano é crescer 40% - mais do que o dobro registrado no ano passado. Para fazer isso, mais de 500 pessoas devem ser contratadas neste ano.

E o pé segue firme no acelerador. Uma nova rodada de captação não está descartada, nem mesmo a abertura de capital com uma oferta inicial de ações. “Não passa um dia sem que a gente seja abordada por investidores”, afirma Vega.

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