Adobe negocia compra do Figma por US$ 20 bilhões e tenta eliminar um de seus maiores rivais

Com tratativas em andamento, o acordo pode ser anunciado ainda nesta quinta-feira, 15
Dylan Field, cofundador e diretor executivo da Figma: serviço virou o principal meio para a criação de telas de aplicativos e desenvolvimento da 'experiência de usuário' (David Paul Morris/Getty Images)
Dylan Field, cofundador e diretor executivo da Figma: serviço virou o principal meio para a criação de telas de aplicativos e desenvolvimento da 'experiência de usuário' (David Paul Morris/Getty Images)
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André Lopes

Publicado em 15/09/2022 às 10:08.

Última atualização em 16/09/2022 às 08:51.

A Adobe está próxima de adquirir a Figma, uma startup que produz a principal ferramenta de desenvolvimento visual de aplicativos, usada sobretudo para criar a experiência do usuário em serviços digitais.

A expectativa é que um acordo seja anunciado ainda nesta quinta-feira, 15, disseram fontes à Bloomberg. A avaliação do negócio circula acima de US$ 15 bilhões, podendo chegar em até US$ 20 bilhões.

A Figma ganhou o mercado ao disponibilizar sua ferramenta com muitos recursos gratuitos, de forma integrada e colaborativa com outras ferramentas, incluindo as que estão no conhecido 'pacote Adobe'.

A empresa, liderada pelo cofundador Dylan Field, viu a demanda saltar durante a pandemia, com o aumento do trabalho remoto. Hoje, entre os seus clientes estão o Airbnb, Google, Netflix e Twitter, de acordo com o site da Figma.

Entre os investidores da startup estão as empresas de capital de risco Kleiner Perkins, Index e Greylock.

A Adobe, favorita de Wall Street há mais de uma década, foi atingida pela crise tecnológica, com suas ações perdendo mais de um terço de valor desde o início do ano.

O modelo da empresa, que dominou o mercado de design digital praticamente sozinha por muitos anos, parece estar em desacordo com as demandas dos novos trabalhadores da indústria digital.

Hoje, o setor conta com uma leva de novos ingressantes e de pouco orçamento para gastar em softwares caros. A Figma entendeu isso e, pelo visto, a Adobe também.