54% das crianças de 6 a 9 anos estão no Facebook, diz estudo

A pesquisa envolveu um grupo relativamente pequeno, de 400 pais, mas ainda mostra que 97% dos filhos dessa amostra já acessaram a web

Mais da metade das crianças brasileiras entre 6 e 9 anos está no Facebook. Esse e outros dados diversos sobre os hábitos infantis na internet estão no Digital Diaries, estudo divulgado nesta semana pela AVG, que mostra que os pequenos entram cada vez mais cedo na web – o que não é necessariamente uma boa notícia.

A pesquisa envolveu um grupo relativamente pequeno, de 400 pais, mas ainda mostra que 97% dos filhos dessa amostra já acessaram a web. Do total, 54% têm conta no Facebook – ignorando a idade mínima para entrar na rede social, que é de 13 anos –, 15% se comunicam por mensagens instantâneas e 21% ainda usam e-mail.

Mas mais surpreendente do que tudo isso é o tempo gasto por dia na web: apenas 17% das crianças envolvidas da pesquisa passam menos de 2 horas conectadas. Outros consideráveis 40% já gastam de 2 a 5 horas diárias navegando, e o número pode ser ainda maior, de acordo com o evangelista de segurança da AVG Tony Anscombe.

Para ele, muitos dos pais entrevistados para o estudo tiram outros gadgets que não computadores do mundo da internet. Ou seja, para eles, o tempo que suas crianças gastam com smartphones, tablets, videogames e até TVs não conta como horas passadas navegando – por mais que os quatro dispositivos se conectem facilmente à web.

Mesmo dando liberdade para as crianças usarem a internet, muitos dos pais entrevistados afirmam ter instalados sistema de controle parental – 66% deles, ao todo. Mas o número não é exatamente verdadeiro, e o próprio Anscombe duvida de que todos esses pais de fato utilizem um recurso assim. Por isso, para ele, esses 66% podem ser, na verdade, 20% ou menos.

De 3 a 5 anos – O Digital Diaries brasileiro traz também algumas informações relativas a crianças ainda menores, na faixa dos 3 aos 5 anos. Das que foram envolvidas na pesquisa, 76% conseguem ligar e desligar um computador ou tablet, 73% são capazes de jogar e 42% até abrem o navegador. É um contraste, como nota Anscombe, visto que apenas 43% desses pequenos escrevem os próprios nomes e 31% sabem o nome de suas ruas, por exemplo.

Educando crianças – A pesquisa da AVG foi divulgada junto de um e-book escrito pelo próprio Anscombe – pai de um menino de 13 anos –, tratando de segurança e privacidade online para crianças e adolescentes. A obra traz dicas interessantes para os pais menos experientes entenderem melhor o que os filhos fazem na internet.

A versão em português do livro será disponibilizada como um PDF gratuito em breve pela AVG. Mas se quiser baixá-lo em inglês mesmo, clique aqui. O arquivo tem pouco mais de 4 MB e 76 páginas.

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