5 empresas que ficaram mais digitais e competitivas no meio da pandemia

O avanço da pandemia da covid-19, e a necessidade de isolamento social, serviram de gatilho para a transformação digital em muitos negócios

O avanço da pandemia da covid-19 serviu de gatilho para a transformação digital em muitas empresas.

Nesta semana, EXAME trouxe histórias de 50 empresas que aproveitaram a pandemia para inovar. Em boa parte delas, a necessidade de isolamento social fez saírem do papel, em questão de dias, projetos para digitalizar produtos ou processos que vinham sendo pensados nas empresas há algum tempo.

A seguir, veja histórias de cinco empresas que tiveram bons resultados ao fazer isso.

Ozllo: Criou uma estratégia digital para quem não tinha

Fundada em 2018 por duas jovens administradoras recém-formadas pelo Insper, a Ozllo, marketplace de roupas e acessórios de luxo, enxergou na pandemia uma oportunidade. De março a junho, a plataforma, que funciona como uma espécie de outlet de luxo, em que tanto e

mpresas quanto pessoas físicas podem anunciar, viu sua receita crescer 274% com uma simples fórmula: atrair marcas de roupa “offline” fechadas por causa das regras de distanciamento social.

A estratégia de captação aumentou em 185% o número deempresas parceiras que anunciam no site. O número de pessoas físicas também subiu 10%. Segundo a cofundadora da Ozllo, Zoe Povoa, a pandemia revelou quanto o segmento de moda ainda depende de lojas físicas, e também como a parceria entre marketplaces conhecidos e comércios pequenos pode ser vantajosa para ambos os lados. Hoje, a empresa está presente em 16 estados.

Para expandir sua aderência, criou um banco com cerca de 100 influenciadoras digitais que anunciam a marca em troca de uma porcentagem nas vendas. Além disso, em junho, a Ozllo fechou parceria com o gigante dos cosméticos Sephora.

Na compra pelo site, o cliente recebe um brinde. “A parceria com a Sephora também ajudou muito no volume de vendas. Muitas vezes, o cliente compra um item com a expectativa de receber uma surpresa. Para nós, inovação é concretizar aquilo que por algum motivo ainda não está sendo feito”, diz Povoa. Matheus Doliveira

Reserva: Transformou vendedores das lojas físicas em online

Assim que a quarentena começou, no meio de março, a marca de roupas Reserva fechou lojas e só manteve o centro de distribuição aberto. Os 600 vendedores de lojas viraram vendedores online e começaram a usar diariamente o Now, canal da Reserva que utiliza inteligência artificial e conversa diretamente com clientes via SMS, WhatsApp, e-mail ou Facebook. Em julho, as vendas vão atingir 90% do normal pré-crise. “Se a empresa só pensa em inovação na crise, não age a tempo. O tsunami pegou a gente em cima da árvore”, diz Rony Meisler, fundador da Reserva. Guilherme Dearo

Diálogo Logística: Implantou comandos por voz

A covid-19 trouxe um risco ao negócio da Diálogo, startup de Porto Alegre de entregas de encomendas para varejistas com presença online, como Renner e Magazine Luiza.

Como evitar o contágio entre 2.000 entregadores espalhados pelas regiões Sul e Sudeste? “Embora o cenário fosse promissor no setor, porque mais gente comprava pela internet, temi não dar conta de tanto perrengue”, diz Ricardo Hoerde, fundador da Diálogo.

Em março, a empresa agregou uma ferramenta de comando de voz, ao estilo de assistentes pessoais, como Google Home, ao aplicativo da Diálogo. O motivo: minimizar contatos. “Em vez de assinar recibos, os clientes contam que receberam as encomendas e os entregadores gravam tudo”, diz.

Na crise, a empresa conquistou novos clientes, como a varejista Centauro. A receita deverá bater 100 milhões de reais, o dobro de 2019. Leo Branco

Construtora Tenda: Informatizou a papelada

Antes da crise sanitária, o maior canal de vendas da construtora Tenda, especializada em imóveis do programa habitacional Minha Casa Minha Vida, eram as 64 lojas próprias nas principais cidades brasileiras.

Era lá também que os funcionários armazenavam pilhas de documentos com comprovantes de renda de clientes em busca de financiamento. Com as regras de distanciamento social, todas fecharam as portas. “Ou a gente mudava o atendimento, ou ficaria de braços cruzados”, diz Luis Martini, diretor executivo de marketing e tecnologia.

Por causa da pandemia, a construtora acelerou um projeto para simplificar a papelada requerida aos clientes. A adoção de softwares com inteligência artificial deu um jeito de organizar dados pessoais antes espalhados em pastas e lojas.

Com isso, dos 11 documentos pedidos aos clientes antes de um financiamento, a Tenda hoje pede três, enviados pela internet: RG e comprovantes de renda e de endereço. A solução encurtou o prazo para concessão de crédito de três semanas para um dia.

Além disso, expandiu as vendas. Antes da pandemia, com as idas e vindas nas lojas, dava para fechar até 12.000 propostas por mês. “Agora fazemos em média 60.000”, diz Martini. “Em meio à crise, tivemos o melhor trimestre da história.” Leo Branco

Walmart: Integrou lojas físicas e digitais

O Walmart é a empresa com maior faturamento no mundo — 524 bilhões de dólares em 2019. É também a maior rede varejista, com 4.600 lojas nos Estados Unidos. Com a pandemia, aproveitou essa enorme capilaridade para avançar na integração de seus canais físicos e digitais.

Os clientes podem comprar pelo site ou pelo app e retirar os produtos em 2.500 lojas com a comodidade. A empresa lançou também o delivery em 1.000 lojas, que prometem entregar os pedidos online em 2 horas.

A previsão é que as vendas online do Walmart atinjam 41 bilhões de dólares neste ano, 44% mais do que em 2019. O Walmart ainda está longe da líder Amazon, mas está se consolidando em segundo lugar, à frente do eBay. Ernesto Yoshida

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