Alexandra Vaz e Caio Cruz, da Calmy: foco em precificação e aumento de clientes (Germano Lüders/Exame)
Repórter de Negócios
Publicado em 28 de outubro de 2026 às 06h00.
Na clínica de desenvolvimento infantil Calmy, os tratamentos duram meses ou anos. A cobrança, porém, era feita sessão a sessão. Bastava uma falta ou uma viagem para a receita oscilar, enquanto os custos continuavam chegando. A conta não fechava. Apesar de faturar cerca de 150.000 reais por mês, a clínica, especializada em crianças com autismo, tinha margem de lucro inferior a 5%.
Fundada no fim de 2023, na zona sul de São Paulo, pelo engenheiro Caio Cruz e pela psicóloga Alexandra Vaz, a Calmy nasceu da busca por atendimento para o filho dele. O negócio cresceu, mas a administração não acompanhou. No Choque de Gestão, da EXAME, o empresário José Carlos Semenzato apontou o descompasso entre tratamentos contínuos e receita incerta. Recomendou rever os preços e criar planos com mensalidades fixas.
Os sócios seguiram o conselho. “Reprecificamos nossos serviços e, com isso, conseguimos melhorar nossa margem”, diz Caio. Os planos de assinatura também saíram do papel, e em dois meses a clínica fechou vários contratos. Agora, quer acompanhar os resultados por um ano antes de fazer ajustes.
Neste ano, a Calmy cresceu 25% em número de pacientes e bateu seu recorde de faturamento em agosto. Outra sugestão de Semenzato, transformar terapeutas em sócias para reduzir a rotatividade, ainda está em estudo. Com pouco espaço para erros no caixa, a prioridade continua sendo consolidar a operação. Afinal, para atender seus pacientes por anos, a clínica precisa fazer as contas caberem em cada mês.