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Um para cada pele: startup cria cosméticos personalizados e já mira IPO

A Beyoung, de produtos para a pele, já recebeu R$ 140 milhões em investimentos e agora lança produto totalmente personalizável dotado de IA

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Produto da linha Booster Gen, da Beyoung: startup criou IA que recomenda melhor item de acordo com a pele de cada consumidor (Beyoung/Divulgação)

Produto da linha Booster Gen, da Beyoung: startup criou IA que recomenda melhor item de acordo com a pele de cada consumidor (Beyoung/Divulgação)

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Maria Clara Dias

Publicado em 10 de setembro de 2021 às, 13h30.

Última atualização em 10 de setembro de 2021 às, 15h14.

Os números expressivos do mercado de beleza mostram que, com a pandemia, as pessoas passaram a olhar mais para o espelho. Produtos de cuidado com a pele, por exemplo, encararam uma alta de quase 22% nas vendas no período, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC). Mas o que vem a seguir? Para Guilherme Priante, a resposta está na tecnologia.

Priante é CEO e fundador da BeYoung, marca online de cosméticos e maquiagens faciais, e que acaba de anunciar o lançamento de uma linha de produtos de cuidado com a pele do rosto que se adapta a cada consumidor de maneira individual. Para isso, a empresa conta com um algoritmo dotado de inteligência artificial (IA) que analisa cada tipo de pele, chamado de Skin ID.

A beautytech, apelidado dado às startups dotadas de tecnologia no setor de beleza, agora tem a linha Booster Gen, fruto dessas análises pessoais. A intenção é criar um produto que seja adequado para cada tipo de pele. Para isso, uma inteligência artificial criada por programadores, físicos e dermatologistas analisou mais de 50.000 fotos. “A proposta é criar fórmulas completas para rotinas de cuidado mais simples”, diz Priante.

A análise é feita em questão de minutos. O consumidor responde a um breve questionário sobre a sua pele e tira uma foto do rosto e algumas variáveis como manchas, acne e poros são estudadas pela tecnologia. A taxa de precisão da IA da Beyoung, segundo Priante, é de 92%.

O lançamento parte de uma percepção sobre a jornada de compra dos consumidores do setor que, segundo Priante, é longa demais. Para ele, a principal dor de quem consome produtos de beleza é a compra por tentativa e erro. “Além de longa, essa curva de aprendizado em busca do produto perfeito também pode trazer prejuízos, financeiros ou na própria pele”, diz.

Além de indicar o produto certo dentro do leque da Beyoung, a proposta é também educar o consumidor sobre cuidados com a pele. Depois de toda a análise, o site traz uma série de recomendações de cuidado e uma rotina de tratos com a pele para cada usuário, com base nas informações captadas. Os algoritmos são “ensinados” por especialistas, como a dermatologista Flávia Addor.

O investimento na nova tecnologia e nos produtos que vêm dela foi de 10 milhões de reais. Tudo isso só foi possível graças a uma captação externa da empresa que aconteceu em novembro do ano passado. À época, a startup recebeu um aporte de R$ 140 milhões da XP, que entrou com participação minoritária. Em um primeiro momento, o valor serviu para acelerar a expansão da marca para o varejo físico e também para aumentar o portfólio de produtos. O valuation da empresa não foi divulgado.

Contrariando a lógica seguida por grande parte dos players de beleza, vide Avon e Natura, a BeYoung não aposta no lançamento contínuo de novas linhas de produto. Pelo contrário. A tentativa é fidelizar o público com sua restrita linha de cosméticos, fazendo com que um consumidor aumente a cesta de produtos a cada vez que faz uma compra.

A fórmula tem funcionado: cerca de 30% dos consumidores de uma base de 1 milhão de pessoas fazem recompra. A média do mercado, segundo Priante, é de 14%. Os bons resultados também são visíveis no balanço financeiro da empresa. Em 2017, ano em que foi fundada, a Beyoung teve uma receita líquida de 65 milhões de reais. Três anos depois, já tinha atingido 150 milhões. Para 2021, a projeção é faturar 200 milhões de reais.

Com o Skin ID, a startup pretende dobrar o market share na categoria de cuidados com o rosto. Hoje, essa participação é de pouco mais de 2%, segundo dados da Euromonitor. Nos planos da startup também estão a abertura de 58 lojas conceito nos principais centros comerciais do Brasil até 2024. A primeira delas será na Oscar Freire, uma rua popular de São Paulo.

Novas captações, porém, não estão no radar da Beyoung. Para Priante, mesmo sem novas rodadas o próprio ritmo de crescimento da empresa já a tornará na principal beautytech da América Latina, e pretende abrir capital nos próximos cinco anos.

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