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Softbank investe US$ 500 mi na Didi, "Uber chinesa", mesmo com coronavírus

Aporte é a maior rodada de investimento em veículos autônomos da história da China. Como a rival americana Uber, a Didi espera alavancar o segmento

 (Jason Lee/Reuters)

(Jason Lee/Reuters)

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Carolina Riveira

2 de junho de 2020, 10h47

O fundo de investimentos do conglomerado japonês Softbank liderou aporte de 500 milhões de dólares na startup chinesa Didi Chuxing, a "Uber da China" e dona da 99 no Brasil.

O aporte é destinado ao desenvolvimento de veículos autônomos e é o maior da história da China neste segmento. Além da Didi, gigantes de tecnologia na China também investem em carros autônomoscomo o Baidu, líder em testes nesta frente no mercado chinês.

A Didi intensificou seus investimentos nesta tecnologia sobretudo a partir do ano passado, quando transformou o braço de pesquisa de carros autônomos em uma frente independente.

A empresa chinesa conseguiu licenças para testar seus veículos nos Estados Unidos e na China e já acumula mais de 300.000 quilômetros de testes com os carros sem motorista.

O Softbank também investe na rival americana Uber, que decidiu sair da China há alguns anos justamente desistindo da competição com a Didi. A Uber, por sua vez, também investe em veículos autônomos com o objetivo de, algum dia, reduzir seus custos com taxas a motoristas.

Segundo o site americano Tech Crunch, o aporte veio do segundo fundo de investimentos do Softbank, o Vision Fund II. O primeiro Vision Fund reportou prejuízos homéricos após aportes em startups que ainda não deram lucro, como Uber e WeWork -- nesta última, o Softbank esperava reaver parte do investimento com uma abertura de capital no ano passado, que acabou não acontecendo em meio aos altos prejuízos da startup.

No ano fiscal de 2019, o grupo comandado pelo investidor Masayoshi Son divulgou prejuízo operacional anual de 1,36 trilhão de ienes (13 bilhões de dólares), o maior de sua história. Do prejuízo, 18 bilhões de dólares vieram só do Vision Fund.

*Uma versão anterior deste texto indicava que houve dois acidentes fatais com carros autônomos da Didi. Os incidentes foram em corridas comuns de veículos compartilhados, não em testes com carros autônomos. A informação foi corrigida.