Salgadinhos naturebas rendem até 10 milhões de dólares

O americano Brad Gruno transformou os aperitivos de couve, beterraba e tomate seco que fazia em casa em um negócio que faturou 10 milhões de dólares em 2012

São Paulo - A trajetória recente do administrador Brad Gruno, de 53 anos, mostra quanto as pessoas, muitas vezes, precisam se adaptar a mudanças de cenário para encontrar o melhor caminho. Demitido do cargo de presidente de uma indústria de cabos para telecomunicações em 2001, Gruno mudou radicalmente seu estilo de vida.

"Eu estava deprimido, obeso e tomando medicamentos para controlar o colesterol quando fui recomendado a aderir a uma dieta de alimentos crus", disse Gruno, em depoimento à revista americana Inc.

Esse tipo de dieta consiste em consumir frutas orgânicas, vegetais crus e castanhas. Atualmente, Gruno está 18 quilos mais magro, em forma (como se vê na foto acima) e é dono da Brad’s Raw Foods, fábrica de salgadinhos naturais que faturou 10 milhões de dólares em 2012 vendendo para mais de 500 lojas nos Estados Unidos.

O principal produto da Brad’s Raw Foods é uma linha de biscoitos crocantes à base de grãos, como semente de linhaça e trigo, e vegetais desidratados, como couve, beterraba e pimentão. Tudo invenção de Gruno, que começou fazendo experimentos para consumo próprio na cozinha de casa, em Bucks County, interior do estado da Pensilvânia.

"A dieta havia tornado a minha alimentação sem graça e eu queria criar um salgadinho saudável com a consistência semelhante à de batata frita", disse Gruno.

Por meio de um minucioso controle da temperatura de cozimento, ele encontrou uma fórmula que preserva as enzimas e os nutrientes dos vegetais, mantendo-os crus e crocantes. Incentivado por vizinhos, em 2008 Gruno levou seus biscoitos a uma feira de alimentos naturais em Nova York.


"Em apenas 1 hora, havia acabado meu estoque", disse à revista americana Retail Merchandiser. "Aí percebi que havia uma oportunidade e fundei a empresa." No início, Gruno batia de porta em porta para vender os biscoitos nas mercearias da cidade.

Em 2010, fechou uma parceria com a varejista Whole Foods, que levou os produtos para todo o país. "Foram oito meses e mais de 100 telefonemas para conseguir uma reunião com a Whole Foods", diz Gruno.

A fábrica da empresa, que funcionava na garagem de sua casa, precisou ser transferida para um galpão de 4.000 metros quadrados. Para continuar crescendo, Gruno diversificou a produção. Além de novos sabores de chips, como o de batata-doce, lançou linhas de vegetais desidratados e petiscos para cães.

O mercado de alimentação natural é promissor. No Brasil, o setor deve movimentar 21,5 bilhões de dólares em 2014, 30% mais que neste ano. A preocupação de Gruno agora é não ser apenas mais uma opção de marca nas gôndolas.

"Estamos investindo recursos em eventos e sites educativos. As pessoas precisam saber que alimentos crus podem mudar a vida delas, assim como mudaram a minha", diz ele.

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