Wickbold: Com receita de R$ 1,6 bi, marca de pães aposta em bolos e panetones

Com 84 anos no mercado, a empresa vai investir R$ 80 milhões em uma fábrica no Paraná, e passa a agora a produzir bolos, brownies e panetones
 (Wickbold/Divulgação)
(Wickbold/Divulgação)
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Mariana DesidérioPublicado em 30/07/2022 às 08:00.

A fabricante de pães Wickbold está de olho no mercado de doces. Com 84 anos no mercado, a empresa adquiriu uma fábrica em Guarapuava, no Paraná, e passa a agora a produzir bolos, brownies e panetones. É um passo importante para a estratégia de diversificação da companhia. “Queremos ser uma empresa de alimentos, não só uma panificadora” diz o diretor geral da companhia Pedro Wickbold, membro da quarta geração da família fundadora e que assumiu o comando da empresa em 2020.

A fábrica em Guarapuava tem capacidade para produzir 14 milhões de panetones ao ano vai representar um investimento de 80 milhões de reais nos próximos três anos, o que inclui a aquisição da planta e investimentos a serem feitos nos próximos anos.

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Com ela, a Wickbold terá alguns novos produtos no portfólio. Na marca Wickbold, conhecida pelos pães integrais, passa a ter minibolos, brownies e panetones – com destaque para os sabores frutas e castanhas e chocolate com gotas de chocolate.

A marca Seven Boys, adquirida pela companhia em 2015 e conhecida pelas bisnaguinhas, também vai oferecer os panetones, com preço mais acessível. A marca já tinha uma linha de bolos, que eram produzidos por terceiros e agora passam a ser feitos internamente. Os novos produtos começam a chegar ao mercado em agosto.

A história da Wickbold começa em 1938 quando os bisavós de Pedro adquiriram uma padaria em São Paulo chamada Allemanha. Imigrantes alemães, eles eram marceneiros, mas viram a oportunidade de  assumir o negócio de um conhecido quando chegaram ao Brasil.

Hoje a Wickbold é líder em pães integrais -- a sua especialidade – e possui quatro fábricas. Em 2022, a expectativa é chegar a um faturamento de 1,6 bilhão de reais, um crescimento de 20% em relação a 2021, puxado pela alta de preços nos produtos e pelo maior consumo de alimentos em casa. “Na pandemia as pessoas ficaram mais em casa e o consumo de pão industrializado aumentou. Esse foi um hábito que se manteve e gerou aumento de consumo para o setor”, diz.

Pedro Wickbold assumiu o comando da empresa há dois anos e tem buscado tornar a empresa mais ágil e diversificar o portfólio. “Temos focado em inovar com velocidade e pensar de forma simples”, diz. Outras aquisições estão no radar, com foco especial em negócios que possibilitem ampliar a produção, em especial em itens que levam farinha como ingrediente.

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